sexta-feira, 24 de julho de 2009

O Preservativo não previne as Doenças Emocionais

Por Patrícia Assmann

Fala-se tanto no uso de preservativos para afastar as doenças sexualmente transmissíveis, bem como uma gravidez não desejada. Mas nada se fala sobre as "doenças emocionais".

O sexo, feito dentro de um relacionamento ideal ou não, tem uma característica imutável: em qualquer das hipóteses, é uma entrega total de si. Porque o corpo não é apenas corpo, mas um "veículo" para a alma. E o prazer da alma não coincide com o prazer do corpo. Satisfazer o corpo sem satisfazer a alma, é uma mutilação.


Acontece que o corpo não tem a força da alma no que diz respeito às nossas reações perante a vida, os relacionamentos, o aprendizado, a evolução.Quando evoluímos, em qualquer aspecto, não é o corpo que evolui, mas sim a alma. Um relacionamento sexual por mero prazer físico é, ao mesmo tempo, uma violência contra a alma. Porque a alma, gerada em Deus e para Deus, busca apenas e tão somente situações que revelem amor. Amor é algo bem mais complexo e consistente que o sexo, embora possa vir acompanhado dele na relação do casamento.

Jovens que iniciam suas atividades sexuais fora do matrimônio são infectados por um "vírus" que os preservativos não previnem: o vírus do vazio interior. Relacionar-se sexualmente com alguém, por puro prazer pessoal, é escavar o corpo alheio atingindo profundamente sua alma. E não há cura humana para essa dor. E nenhum governo ou movimento baterá às portas das vítimas dessa agressão para oferecer-lhes ajuda emocional. O que acontece com cada um, é problema de cada um.

Se você já viveu essa situação, lembre-se de que há um Deus que restaura TODAS as coisas.Se você está prestes a viver, FUJA! Nenhum relacionamento vale mais que sua paz, sua pureza, sua integridade emocional e física, seu relacionamento com Deus.Se você tem vivido a castidade, tenha coragem para incentivar outras pessoas. Cure as feridas de quem precisa de ajuda. E oriente aqueles que ainda não caíram. Em todos os casos, Deus sempre estará junto a nós.

O Deus da providência


O Senhor age através da inteligência e da liberdade humana


Deus é Pai, Todo-poderoso. Deus é amor. É próprio do amor cuidar, guiar, conduzir, prevenir. Providência significa amor sábio e cuidadoso. Amor que protege, conserva, transforma a história do mundo e das pessoas. É Deus que se interessa pelos nossos interesses. Deus, rege o mundo. Não há destino cego, nem acaso, nem poder dos astros. Estamos no coração, nos braços e nas mãos de um Pai providente, santo, sábio.


O amor de Deus é um amor pelo mundo que Ele mesmo criou e quer sua continuação e construção. O Senhor tem projeto e intenções para com a história e o mundo. Ele dá o rumo, a direção, a meta para o mundo e como Pai cuida e sustenta suas criaturas e seus filhos. A Providência Divina é uma atividade permanente de Deus, um cuidado permanente. Ele cria e recria, dirige tudo à plenitude, não está longe de nós, nem é mero expectador dos acontecimentos. Ele se autolimita para poder adaptar-se ao nosso ritmo e assim permitir que as limitações das criaturas, a lei natural e a liberdade humana sigam seus caminhos. O Altíssimo segura a manutenção do mundo. Eis a fé cristã na Divina Providência.


Deus age através da inteligência e da liberdade humana. Ele não age sozinho. Quer a nossa colaboração, age e trabalha nas criaturas, numa admirável sinergia entre o Criador e a criatura. Os homens constroem a história com as intenções e a graça de Deus. Não há concorrência, há colaboração. Somos cocriadores do Criador. Deus confia no homem, quer sua participação, colaboração e ação. Quando a liberdade humana erra, sai do rumo, a Providência corrige a rota com a misericórdia e a inspiração do Espírito. Sempre podemos ter esperança numa situação desesperadora. Do mal Deus pode tirar o bem. O amor providencial perdoa, corrige, refaz e recria o que foi desviado ou destruído. O Senhor não age sozinho, nem o homem é a única providência. Pelo contrário, o homem é portador da Providência Divina na sua capacidade, previsão e prevenção com o auxílio da graça.


Se não cremos na Providência caímos nas garras da fatalidade, do destino, do acaso, da sorte ou do azar, dos astros e dos espíritos. Deus não é uma energia cósmica universal sem rosto. Deus é alguém, um Tu, uma consciência, Deus é Pai que sofre com os sofrimentos de Seus filhos e carrega seus fardos.


A oração de súplica é uma atitude de fé na Providência Divina que tudo conduz para a participação de Sua glória. Todas as criaturas farão parte do novo céu e da nova terra. Que bom ter fé e saber que há sentido, há rumo, há futuro. Estamos livres do absurdo porque cremos no Absoluto. A fé na Providência Divina nos livra das preocupações, dos medos e inseguranças. Tudo concorre para o nosso bem. Deus age em nossas vidas como amigo, companheiro, parceiro, torcedor e guia. Quem crê na Providência livra-se da magia, da astrologia, do destino cego. A mão do Senhor nos conduz e faz prodígios, portentos e maravilhas em nossas vidas. Na luz da Providência tudo tem sentido e meta. Nada é por acaso.


A melhor atitude diante da Providência Divina é a colaboração de nossa parte. Rezar como se tudo dependesse de Deus e trabalhar como se tudo dependesse de nós. Outra atitude sábia é a da confiança, do saber abandonar-se na bondade, sabedoria e onipotência de Deus. Fazer tudo para mudar o que é possível ser mudado e aceitar tudo o que não pode mais ser mudado, eis a espiritualidade do abandono, da confiança, da entrega de si nas mãos do Bom Pastor, o Deus da vida.


Dom Orlando Brandes

Arcebispo de Londrina - PR

terça-feira, 21 de julho de 2009

CCJ criminaliza relações sexuais com adolescentes entre 14 e 18 anos

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou projeto de lei que torna crime fazer sexo com pessoas que ainda não completaram 18 anos de idade. Atualmente, o Código Penal prevê punição para quem tem relações sexuais com crianças e adolescentes de 14 anos. No entanto, se a pessoa estiver na faixa etária entre 14 e 18 anos e consentir o ato, não há crime, nem mesmo se estiver inserido num contexto de exploração sexual infanto-juvenil.

Em junho, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) absolveu dois homens que pagaram para fazer sexo com duas garotas, que eram exploradas sexualmente, em Mato Grosso do Sul, em 2006. Eles foram acusados de exploração sexual, mas, segundo o Tribunal, esse crime só pode ser atribuído a quem recebe o dinheiro com a exploração sexual, e não a quem "contrata". As meninas tinham 12 e 13 anos e receberam R$ 80.

O projeto aprovado pela CCJ ainda precisa do aval do plenário do Senado Federal. Entretanto, caso se torne lei, a prática de sexo com adolescentes cuja idade seja entre 14 e 18 anos, mesmo consentido, será considerado abuso ou exploração sexual e pode ser apenado com oito a 12 anos de prisão. O estupro, quando cometido contra pessoas com mais de 18 anos, pode ser punido com reclusão por período que varia de seis a dez anos.

Fonte: Site do TJDFT

sábado, 18 de julho de 2009

Como eu sei quando é amor?

Por Jason Evert
Nunca se pode avaliar uma relação pela intensidade dos sentimentos, porque eles vão e vêm, sobem e baixam.Sentir-se apaixonado é emocionante, mas nunca se deve confundir a emoção com o amor. Por exemplo, um rapaz pode ter sentimentos verdadeiros por uma garota, mas isso não garante que ele a ame. A verdadeira medida do amor é fazer o bem à pessoa amada. Claro, isso não é fácil. Por isso o amor verdadeiro é algo escasso, e isso o faz mais belo e valioso.
O contrário de amar é usar. Por exemplo, os rapazes frequentemente usam as garotas para sua satisfação física, e as garotas usam os rapazes para sua satisfação social ou emocional. Mas nunca estão satisfeitos. Tenho falado com milhares de alunas de colégio e de universidade e nunca encontrei uma garota sequer quer quisesse ter uma série de relações físicas. Mas encontrei, sim, um número incontável de mulheres que buscam o amor fazendo isso. Talvez estejam confundindo a atração física com o amor, ou buscam confirmar seu próprio valor, coisa que seus pais nunca lhes demonstraram. De qualquer maneira, essas garotas não encontraram o que buscavam.
Da mesma maneira, encontrei-me com "sedutores" que dizem que desejam saber como é amar a uma mulher em vez de usá-la ou de fazer-lhe mal. Não era sua intenção ferir as garotas, mas ninguém lhes ensinou como tratar as mulheres com reverência. Insatisfeitos com uma vida de "ficas" e sexo casual, no longo prazo se deram conta de que o conquistar uma mulher sexualmente era perder a razão pela qual são homens. Unicamente na entrega de si mesmos em um amor autêntico podiam se encontrar.
Se você vive uma vida sexual ativa e está tratando de descobrir se realmente é amor, faça a prova do amor. Retire a parte sexual de sua relação e viva a virtude da castidade. Quando passa a paixão sexual, se pode ver se havia amor desde o princípio, se lhe amam como pessoa. Não tenha medo de fazer isso, porque somente quando o amor é colocado à prova é que se pode ver seu verdadeiro valor. (1).
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(1)Karol Wojtila, Amor e Responsabilidade (San Francisco, Ignatius Press, 1993), p. 134.Trecho do livro "Amor Puro", de Jason Evert. San Diego: Catholic Answers, 2007.

Pequenas igrejas grandes negócios

Pe. Alessander Carregari Capalbo

Sem dúvida nenhuma, despertou no meu interior o desejo de escrever este artigo, baseado numa matéria publicada no dia 23 de junho do corrente ano, que fazia referência a proliferação das seitas em locais carentes do DF.

O primeiro susto, ou melhor, a primeira pergunta que nasceu dentro de mim foi: será que Cristo fundou 300 igrejas (seitas) numa cidade satélite com um pouco mais de 100.000 habitantes? A coerência diante da História rapidamente respondeu minha pergunta através dos fatos ocorridos. Um dos grandes erros da Reforma foi afirmar que só a escritura basta, levando como conseqüência a livre interpretação da palavra de Deus. Neste fato já respondemos ao porquê da proliferação de tantas “igrejinhas”. É muito simples de fundar: aluga uma garagem, ou na própria casa, pega a bíblia e começa o grande empreendimento.

Faço esta afirmação porque por detrás de tantas seitas está o dinheiro e o engano das pessoas, alcançado durante sua permanência no culto numa verdadeira lavagem cerebral. Tudo começa com a afirmação de que a pessoa está endemoninhada, que sua vida está amarrada (pela falta de emprego, por ser pobre, por passar dificuldades, etc.). Então a pessoa é chamada a arriscar. Neste momento o pastor usa uma voz distorcida imitando as “vozes do além”, a música e os focos de luzes do teatro estão estrategicamente a postos para provocar a histeria coletiva: pessoas desmaiam, têm ataques psicológicos que produzem efeitos no subconsciente e a conclusão sempre é a mesma: o demônio. É até engraçado!...

Estes dias passando diante de uma destas seitas parei e fiquei olhando: apagaram todas as luzes do “templo” e acenderam uma luz vermelha que piscava, parecia filme de terror. Muitas pessoas naquele momento como afirmava o pastor estavam possuídas e por quem? Pelo diabo, é claro. Mas o mais importante é o que vem depois do “desencapetamento”: as promessas das bênçãos. Aqui deve entrar uma boa oferta porque o dinheiro é do demônio. Então tens que pagar o dízimo, tens que fazer oferta para ser levada à fogueira santa ou até mesmo para ser queimada (apesar de nunca ter escutado ou visto uma seita que queimasse o dinheiro).

Aqui começa tudo, a pessoa cada vez mais tem a necessidade de dar porque quer um emprego, tudo gira em torno do ser rico, ganhar muito, ter muito dinheiro, saúde, amor, etc.

Aqui está a explicação das “igrejas” que ficam o dia inteiro com as portas abertas: quanto mais pessoas, mais dinheiro e mais sucessos. Pessoas que diante do sofrimento de cada dia vão buscar um consolo e não sabem onde estão caindo!...

No mesmo dia 23 deste mês, num site de noticias (ACI) se publicava uma matéria da KIRCHE IN NOT (Organização Internacional), sobre uma análise desta realidade, onde estas seitas oferecem roupas, comida, sapatos, etc.. Tudo para as pessoas começarem a freqüentar tal estabelecimento. Parece brincadeira, mas é assim que começam a comprar e a induzir as pessoas fragilizadas pela vida que se aproximam, e como estas são simples, caem facilmente no conto do “chapeuzinho vermelho”.

Há mais ou menos três semanas atrás, recebi uma pessoa que freqüentou por seis anos uma destas seitas onde tudo lhe foi prometido. Foi “desencapetada” e era fiel no seu dízimo, passando até por privações em sua casa porque Deus precisava do seu dinheiro para abençoá-la. Depois de um tempo não tendo mais nada para ofertar, fez empréstimos no banco. Final da história: ficou com uma dívida grandíssima.

Preocupada com a situação, procurou o pastor da igreja que freqüentava e lhe perguntou onde estavam as bênçãos que Deus lhe prometera... Estava cheia de dividas e não tivera nenhuma prosperidade na vida... Resposta do pastor: ”você é filha do demônio, por isso você não foi abençoada”.

Agora termino com duas simples perguntas:
1 – Parece séria uma resposta destas a uma mulher que fez tudo inocentemente e enganada?
2 – Você já se perguntou quantas vezes a “igreja” que você pertence já se dividiu?
Na tradução grega a palavra Diabolus significa divisor. Na origem de novas seitas, estão quase sempre divisões e desentendimentos entre pastores, e por isso proliferam. Ao não se entender com o outro pastor, logo forma a sua “igrejinha”. E o pior, ao invés de ajudarem, enganam pessoas simples que pensam estar no caminho certo. Formam-se seitas para todos os gostos do mercado: numa “igreja” é permitido aos jovens fazerem de tudo, na outra é possível casar várias vezes, na outra é fazer política partidária... E assim vai...

A religião tem se tornado um meio de enriquecimento para poucos, enquanto os simples e pobres bancam tudo isso na esperança de uma mudança.

Na escritura, Cristo faz uma afirmação muito categórica: “Guardai-vos dos falsos profetas... eles falam em meu nome... mas são lobos vorazes...” (Mt 7,15), prontos para devorar os que sofrem, os “pequenos” de quem fala o Evangelho. Mas será que Cristo ensinou a divisão, ensinou uma vida tranqüila?

Pare e pense, porque você pode ser uma pessoa que está sendo enganada.

Virgem Maria rogai por nós!

Pároco da Paróquia Santa Maria dos Pobres - Paranoá

Sexualidade e Castidade

Aloísio Parreiras


Em nossos dias, estamos assistindo, estarrecidos, a expansão do hedonismo, do namoro sem compromisso e de várias formas de pornografia. Nos diversos meios de comunicação, sobretudo nos canais de televisão, na Internet e em inúmeras revistas, propaga-se, cada vez mais, a busca desenfreada do prazer, como se este fosse um valor. Transmite-se a falsa idéia de que, desde tenra idade, o ser humano deve ceder aos seus impulsos sexuais e, consequentemente, é cada vez maior o número de casos de adolescentes grávidas, pois cada vez mais cedo - por volta de 12, 13 ou 14 anos -, se dá a iniciação sexual dos adolescentes. Diante de tal panorama é necessário se questionar: e o sexto e o nono mandamentos da lei de Deus? A castidade e a pureza deixaram de ser ideais que devem ser vividos e ensinados aos jovens?

Diante de tal quadro não podemos nos calar. Em nome da caridade, nós devemos propagar a Verdade ensinada por Jesus Cristo. Não basta apenas ficarmos estarrecidos, pois para superar os desvalores, nós temos que semear os reais valores. Para vencer o mal é necessário vivenciar o Bem. Para eliminar as falsas idéias e sofismas relacionados com a sexualidade é necessário contrapor o real valor e a verdadeira dignidade do sexo.

Nesse contexto, penso que é vital poder resgatar a prática da virtude da santa pureza, ou seja, a prática da castidade como uma afirmação, doação e preparação para a vida conjugal. A castidade é uma virtude, um bom hábito que nos ajuda a viver em íntima união com Deus. Não é certamente a principal virtude, mas é, sim, uma nobre virtude, vivida principalmente pelas pessoas que sabem valorizar e respeitar o seu semelhante integralmente e confiam plenamente em Deus, e sabem que no momento oportuno, isto é, no Matrimônio, constituirão um único corpo, abençoado e santificado por Cristo.

Sabemos que, pelas pressões do mundo, não é tarefa fácil ser casto. Como toda virtude, a prática da castidade pressupõe um constante aprendizado, até se concretizar como um bom hábito. E devemos ter consciência de que temos os “pés de barro”, ou seja, sozinhos, nada somos, mas participando dos sacramentos e vivenciando a graça habitual, estaremos purificando o nosso coração e todo o nosso corpo.

Sacramentos, oração, mortificação, renúncias e apostolado. Eis aí cinco meios de perseverança que nos proporcionam a vivência da castidade. Todo jovem que tem uma vida estruturada na oração e uma intensa participação nos sacramentos sabe realizar, cotidianamente, pequenos sacrifícios e renúncias e assim contribui generosamente com sua alegria e o seu entusiasmo para um fecundo apostolado. O jovem que é capaz de servir ao seu próximo, reconhece o valor e a dignidade do seu corpo, como também o valor e a dignidade do corpo do seu semelhante e, por isso, purifica o seu olhar e demonstra inúmeras virtudes em suas ações. É um jovem modesto em seus trajes e o demonstra pelas suas atitudes que é Templo de Deus, morada do Espírito Santo e Tabernáculo do Altíssimo.

O sexo não pode e não deve ser apresentado aos jovens como uma coisa feia ou algo proibido, que deve ser evitado. O sexo deve ser apresentado como um valor, algo bom que foi criado por Deus visando a conservação da nossa espécie. Deve ser dito também aos jovens que, além de ser um instinto, o sexo é também um sinal do amor entre duas pessoas, um homem e uma mulher, que se realizam mutuamente no Matrimônio. Como é bom poder conviver com jovens castos que se preparam no namoro e no noivado para testemunhar em família, o Amor de Deus no Matrimônio!

Como seres humanos, nós somos animais gregários e, por isso, vivemos em grupos ou turmas, especialmente os jovens que muitas vezes são influenciados pelos seus colegas, pela sua turma. Mas, se os pais souberem ser amigos de seus filhos e um sólido exemplo de um casal cristão que se respeita, se ama e se complementa, indubitavelmente, contemplarão também em seus filhos a realização concreta de uma Igreja doméstica.

A castidade deve ser vivida por todos; nós sabemos que há, inclusive, a castidade que deve ser vivida entre os cônjuges e, para todos aqueles que já pecaram contra ela, é sempre bom recordar que há a possibilidade de uma segunda castidade que também é abençoada por Cristo e valorizada por toda a Igreja.

Como jovens responsáveis pela formação de outros jovens, nós devemos propagar o valor sublime do Plano de Deus em relação à sexualidade em nossas faculdades e em nossos locais de trabalho e de lazer. Acima de tudo, devemos demonstrar que a fé e a moral Católica não são meras normas repressoras do sexo, mas sim fontes seguras de orientação que nos ensinam a proteger e valorizar a sexualidade. Sexo faz bem, sim, mas, desvirtuado do Plano do Amor de Deus, só conduz à exploração do ser humano e a grandes frustrações e decepções.

Para concluir, é sempre bom recordar que, para combater o hedonismo, é imperioso anunciar o verdadeiro Deus à juventude. Como nos diz o nosso amado e saudoso João Paulo II: “Se Cristo lhes for apresentado com o Seu verdadeiro rosto, os jovens reconhecem-No como resposta convincente e conseguem acolher a sua mensagem, mesmo se exigente”.(João Paulo II, “Novo Milennium Ineunte, nº9”). Como nos ensina São Paulo, em sua Carta aos Gálatas - Gl 5,23: a castidade é um dos frutos do Espírito Santo; consequentemente, nós devemos recorrer ao Divino Espírito, para que Ele nos ensine a sermos puros e castos, vivenciando a prática do Amor-Caridade.
Historiador e membro da Comunidade de Emaús

domingo, 12 de julho de 2009

A CNBB deve proibir alguns CD's

Estou chamando a atenção dos que escrevem e cantam canções religiosas, para o perigo de ensinarem doutrinas imprecisas ou erradas. Acho que posso e devo fazer isso. Depois de 35 anos cantando a fé, e depois de ouvir milhares de irmãos na fé a dizer que se inspiraram no meu trabalho, penso que seja meu dever vir a público para pedir aos cantores e compositores de música católica que tomem cuidado com o que dizem. Ninguém é tão culto que não precise ser corrigido. É sinal de amor à Igreja aceitar que outros nos ajudem a pensar a fé.
Conto um segredo que nem todos sabem. Nunca publico minhas canções sem antes deixar que ao menos três especialistas em Bíblia, dogma ou catequese opinem. Pergunto sempre se tal expressão não trairia alguma doutrina da Igreja. Talvez isso explique porque tantas pessoas admirem o conteúdo das minhas mensagens. Eu me deixo corrigir antes. Espanta-me ver que compositores sem nenhum curso de teologia ou catequese teimem em publicar sem ouvir os outros. Para mim é falta de humildade. Destaco dos CDs religiosos que tenho comigo e do que já ouvi no rádio católico algumas frases heréticas que seria bom a CNBB proibir para o bem da fé católica:
  • Jesus que és o nosso grande pai.
  • Ó Maria, teu nascimento nos trouxe a salvação.
  • Está morto naquela cruz eterna.
  • Eu oro ao menino Jesus.
  • Voltarei a viver neste mundo.
  • Tenho mil pecados originais.
  • Como disse São Matias no seu evangelho.
  • Com seu manto apagou meu pecado.
  • Estou salvo, jamais pecarei.
  • Santa hóstia que esconde a trindade.

Uma comissão de catequistas deveria rever todas as canções gravadas nos últimos trinta anos e corrigir aqueles erros. Há canções ensinando um catolicismo errado. Sou compositor e aceito que comecem pelas minhas mais de 1000 canções. Que os outros façam o mesmo.

Fonte: Padre Zezinho, scj

sábado, 11 de julho de 2009

SÃO BENTO ABADE


PEQUENO HISTÓRICO DA VIDA DE SÃO BENTO




Nasceu em Núrcia, na Úmbria (Itália) por volta do ano 480, estudou em Roma, começou a praticar a vida eremítica em Subiaco, onde reuniu um grupo de discípulos, indo mais tarde para Monte Cassino. Aí fundou um célebre mosteiro e escreveu a Regra que, difundida em muitos países, lhe valeu os títulos de patriarca do monaquismo do Ocidente e padroeiro da Europa.



Morreu a 21 de março de 547. Contudo desde fins do século VIII, sua memória começou a ser celebrada em muitas regiões no dia 11 de julho.



A expansão que alcançou esta iniciativa monástica de São Bento foi impressionante. Duzentos anos mais tarde, a Regra beneditina vigorava em toda a Europa, eliminando praticamente todas as demais formas de vida consagrada. Este sucesso não foi casual, mas inerente ao equilíbrio e sensatez da Regra beneditina. Pois o fim da Regra de São Bento era formar cristãos perfeitos, seguindo os ensinamentos de Jesus Cristo, mediante a prática dos mandamentos e conselhos evangélicos. Outro precioso fator era o equilíbrio e moderação. A Regra devia ser possível a todos e adaptável à capacidade de cada um.



ORA ET LABORA (ORAÇÃO E TRABALHO) é seu lema. Oração transformada em trabalho e trabalho em oração pela fé e obediência. No convívio fraterno na comunidade resulta sempre no completo equilíbrio psicológico.



A poucos quilômetros de Monte Cassino, Santa Escolástica, irmã de São Bento, adotou a Regra para as mulheres, dando origem às monjas beneditinas.






ORAÇÃO






Santa Cruz do Santo Pai Bento


A Cruz sagrada seja minha Luz


Não seja o Dragão meu guia


Retira-te Satanás


Nunca me aconselhes coisas vãs


É mal o que tu me ofereces


Bebe tu mesmo do teu veneno.








Em latim:
Crux Sancti Patris Benedicti


Crux Sacra Sit Mihi Lux


Non Draco Sit Mihi Dux


Vade Retro Satana


Numquam Suade Mihi Vana


Sunt Mala Quae Libas


Ipse Venena Bibas.










MEDALHA DE SÃO BENTO






A Medalha de São Bento, onde está gravada esta famosa oração, é considerada um sacramental, quer dizer, um sinal poderoso de fé. Diz-se que o uso da medalha protege contra as artes do demônio e concede graças, como a vitória sobre os inimigos e, é claro, sobre a tentação.



Na frente da medalha aparece uma cruz e as letras C S P B gravadas. Estas letras são abreviações da frase em latim: Cruz Sancti Patris Benedicti ou Cruz do Santo Pai Bento.






Na haste vertical da cruz estão gravadas as letras: C S S M L que significam Crux Sacra Sit Mihi Lux ou A cruz sagrada seja minha luz.






Na haste horizontal, as iniciais N D S M D: Non Draco Sit Mihi Dux ou Não seja o dragão (demônio) meu guia.






No alto da cruz está gravada a palavra PAX ou Paz, que é o lema da Ordem de São Bento.






Procure, a partir da direita da palavra PAX, as iniciais: V R S N S M V que significam Vade Retro Sátana Nunquam Suade Mihi Vana ou Retira-te, satanás, nunca me aconselhes coisas vãs. E as letras S M Q L I V B: Sunt Mala Quae Libas Ipse Venena Bibas ou É mau o que me ofereces, bebe tu mesmo os teus venenos.






A imagem de São Bento aparece no verso da medalha. Ele segura na mão esquerda o livro da Regra que escreveu para os monges chamados beneditinos. Na outra mão, ele segura a cruz. Ao redor da medalha, lê-se Eius in Obitu nro Praesentia Muniamur , que quer dizer: Que São Bento nos conforte na hora da nossa morte.


sábado, 4 de julho de 2009

A arte da oração


Quem não reza está numa situação muito desconfortável


Rezar é um ato natural, um capítulo da antropologia, exatamente porque o ser humano tem uma abertura congênita para o transcendente, o divino. Rezar é também um ato de justiça para com nossa alma, pois a oração é expressão do espírito, da alma, do coração. É também um ato de justiça em relação a Deus. “Nele somos, vivemos e existimos” (Atos dos Apóstolos 17, 28).

A oração é antes de tudo terapêutica porque pacifica, unifica, ordena a vida, os pensamentos e os afetos. “Os efeitos da oração em nossa pessoa são mais visíveis que os das glândulas de secreção interna”, diz o prêmio Nobel de Medicina (1922), Dr. Alexis Carrel, ateu convertido.

A arte da oração consiste em que o orante se comunica com Deus, com os outros e com ele mesmo e assim faz grandes descobertas, encontra soluções, recebe iluminações e muita força interior. K Jung e V. Frankl são psicólogos que exaltam a importância e a eficácia da oração, sem a qual, as pessoas não se curam de suas neuroses. Eles sabem muito bem que a pessoa orante entra no nível alfa, frequência profunda do cérebro humano.

Quem não reza está numa situação muito desconfortável e até incômoda, porque irá buscar alívio e sedativo no álcool, nas farras, nas drogas e sempre permanecerá vítima do vazio existencial e da solidão. Sempre justificará seus erros e fugas, tendo necessidade espontânea de ridicularizar quem reza, como se a oração fosse o “catecismo dos fracos e perdedores”. De fato, só os humildes e autênticos rezam.

É preciso orar com fé. Acreditar no poder da oração. Rezar é estar com Deus e com os outros. Normalmente a oração verdadeira e profunda leva à compaixão, ao perdão, à solidariedade. O amor é fruto da oração. Rezar é um ato de amor e o amor é consequência da oração. Os santos e os místicos são sempre pessoas de paz, de fraternidade e de ação em favor dos pobres e pecadores. A oração é amor de amizade com Deus que nos leva ao amor-serviço para com os outros.

A oração é uma “alavanca que move o mundo” (Santa Terezinha). De fato, quantas pessoas são vitoriosas frente a doenças, mágoas, decepções, injúrias. A oração as salvou. Quem reza se salva.
A oração é uma ponte. A pessoa orante é fabricadora de pontes, é pontífice. Abatem-se os muros e constroem-se pontes com a sabedoria da prece. Essa ponte vai da terra ao céu e do coração do orante aos irmãos. A escalada da oração é exigente, requer perseverança. É um combate.

A oração é muralha, é escudo, é proteção, é abrigo, é segurança. Quem reza está imunizado contra muitos males. A oração nos protege das tentações. Sem ela caímos na murmuração e abraçamos a tentação.

A oração é escola . O Mestre interior é o Espírito Santo. Na escola da oração aprendemos a prática do bem, a beleza do perdão, a alegria da convivência, a esperança nas decepções. A oração nos faz discípulos, iluminados, sábios, humanos e verdadeiros. Moisés tinha o rosto iluminado após a oração. Irradiava o fulgor de Deus.

A oração enche o orante de audácia e coragem, de força e tenacidade, de luz e compaixão. Jesus não somente reza, mas, ensina a rezar, principalmente a perseverança na oração. Os primeiros cristãos eram “assíduos na oração” (cf. Atos dos Apóstolos 2, 42). De fato, a oração é inspiração de cada momento, recolhimento do coração, recordação das maravilhas de Deus, é força para a luta cotidiana. Eis a arte da oração.

A oração é uma rendição diante de nossa insuficiência e da paternidade de Deus. A oração é a fala entre filhos(as) e Pai. Portanto, oração é questão de amizade, é encontro de duas consciências, duas intimidades, duas existências. Na oração acontece uma troca de olhares, de confidências, de interioridades. Rezar é um ato de amor, um ato afetivo que inflama o orante de amor a Deus e ao próximo.


Dom Orlando Brandes

Arcebispo de Londrina - PR