quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Casados têm mais chances de sobreviver a câncer, diz estudo

Pessoas casadas têm mais chances de sobreviver ao câncer do que as que estão se separando no período em que são diagnosticadas, segundo um estudo americano. Pesquisadores da Indiana University analisaram dados de 3,8 milhões de pessoas diagnosticadas com câncer entre 1973 e 2004.
Eles constataram que entre os participantes casados, as chances de viver pelo menos cinco anos após o diagnóstico foram de 63%. Entre os que haviam se separado recentemente, as chances caíram para 45%. A equipe concluiu que o estresse provocado pela separação afeta a imunidade do paciente, tornando-o mais vulnerável à doença.
Casamento
O impacto do casamento sobre a saúde já foi alvo de estudos anteriores e os especialistas acreditam que o amor e o apoio do parceiro sejam essenciais na luta contra a doença. O novo estudo, que será publicado na edição de novembro da revista científica "Cancer", da American Cancer Society, parece confirmar essa teoria.
A equipe analisou índices de sobrevivência ao câncer durante cinco e dez anos entre casados, nunca casados, divorciados, viúvos e recém-separados. Depois dos casados, o grupo dos participantes que nunca foram casados apresentou os melhores resultados, seguido pelo grupo dos divorciados e, depois, pelos viúvos. "Pacientes que estão se separando na época do diagnóstico podem ser um grupo particularmente vulnerável", disse Gwen Sprehn, principal autora do estudo. "A identificação de estresse associado a relacionamentos no período do diagnóstico poderia levar, logo cedo, a intervenções que poderiam ter um impacto favorável na sobrevivência (do paciente)", sugeriu Sprehn.
Entre as possíveis intervenções mencionadas pelos especialistas estariam, por exemplo, tratamentos psicológicos. A pesquisadora acrescentou, no entanto, que são necessárias mais pesquisas sobre o assunto principalmente para identificar a razão desses padrões de sobrevivência.
Martin Ledwich, da ONG Cancer Research UK, que trabalha na pesquisa da doença, o estudo "não é conclusivo de forma alguma". "Pode haver muitas razoes para explicar porque aqueles que estão separados têm menos chances de sobreviver ao câncer nesse estudo", disse. "Os fatores mais importantes, que aumentariam as chances de um paciente sobreviver à doença, são estar ciente sobre os sintomas, se apresentar ao médico o mais cedo possível e fazer o tratamento contra a doença", afirmou a especialista.

Fonte: BBC Brasil

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Reze a Quaresma de São Miguel Arcanjo

Inicio da Quaresma: Não podemos esquecer estamos rezando a Quaresma de São Miguel, por isso, você pode acompanhar aqui no blog todos os dias até a festa dos Santos Arcanjos no dia 29 de Setembro, marque nos favoritos na tela do seu PC. Providenciar um altar para São Miguel com uma imagem ou uma estampa e também de São Padre Pio. Durante quarenta dias vamos nos unir numa rede de intercessão e clamar pelas nossas famílias e todas as nossas necessidades.
* Acender uma vela diante de uma imagem ou estampa de São Miguel Arcanjo;
* Oferecer uma penitência;
* Fazer o sinal da cruz;
* Rezar estas orações todos os dias:



ORAÇÃO INICIAL PARA TODOS OS DIAS


São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate, sede o nosso refúgio contra as maldades e ciladas do demônio. Ordene-lhe Deus, instantemente o pedimos, e vós, príncipe da milícia celeste, pela virtude divina, precipitai no inferno a satanás e aos outros espíritos malignos, que andam pelo mundo para perder as almas. Amém.

Rogai por nós, santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém.

LADAINHA DE SÃO MIGUEL

Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo ouvi-nos.Jesus Cristo, atendei-nos.
Pai Celeste, que sois Deus, tende piedade de nós.
Filho, Redentor do Mundo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Trindade Santa, que sois um único Deus, tende piedade de nós.

Santa Maria, Rainha dos Anjos, rogai por nós.

São Miguel, rogai por nós.
São Miguel, cheio da graça de Deus, rogai por nós.

São Miguel, perfeito adorador do Verbo Divino, rogai por nós.

São Miguel, coroado de honra e de glória, rogai por nós.

São Miguel, poderosíssimo Príncipe dos exércitos do Senhor, rogai por nós.

São Miguel, porta-estandarte da Santíssima Trindade, rogai por nós.

São Miguel, guardião do Paraíso, rogai por nós.

São Miguel, guia e consolador do povo israelita, rogai por nós.

São Miguel, esplendor e fortaleza da Igreja militante, rogai por nós.

São Miguel, honra e alegria da Igreja triunfante, rogai por nós.

São Miguel, Luz dos Anjos, rogai por nós.

São Miguel, baluarte dos Cristãos, rogai por nós.

São Miguel, força daqueles que combatem pelo estandarte da Cruz, rogai por nós.

São Miguel, luz e confiança das almas no último momento da vida, rogai por nós.

São Miguel, socorro muito certo, rogai por nós.

São Miguel, nosso auxílio em todas as adversidades, rogai por nós.

São Miguel, arauto da sentença eterna, rogai por nós.

São Miguel, consolador das almas que estão no Purgatório, rogai por nós.

São Miguel, a quem o Senhor incumbiu de receber as almas que estão no Purgatório,

São Miguel, nosso Príncipe, rogai por nós.

São Miguel, nosso Advogado, rogai por nós.

Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor.

Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, atendei-nos, Senhor.

Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.

Rogai por nós, ó glorioso São Miguel, Príncipe da Igreja de Cristo, para que sejamos dignos de Suas promessas.

Oração: Senhor Jesus, santificai-nos, por uma bênção sempre nova, e concedei-nos, pela intercessão de São Miguel, esta sabedoria que nos ensina a ajuntar riquezas do Céu e a trocar os bens do tempo pelos da eternidade. Vós que viveis e reinais em todos os séculos dos séculos.

Ao final, reza-se:

Um Pai Nosso em honra de São Miguel Arcanjo.
Um Pai Nosso em honra de São Gabriel.
Um Pai Nosso em honra de São Rafael.

Gloriosíssimo São Miguel, chefe e príncipe dos exércitos celestes, fiel guardião das almas, vencedor dos espíritos rebeldes, amado da casa de Deus, nosso admirável guia depois de Cristo; vós, cuja excelência e virtudes são eminentíssimas, dignai-vos livrar-nos de todos os males, nós todos que recorremos a vós com confiança, e fazei pela vossa incomparável proteção, que adiantemos cada dia mais na fidelidade em servir a Deus.

V. Rogai por nós, ó bem-aventurado São Miguel, príncipe da Igreja de Cristo.R. Para que sejamos dignos de suas promessas.

Oração: Deus, todo poderoso e eterno, que por um prodígio de bondade e misericórdia para a salvação dos homens, escolhestes para príncipe de Vossa Igreja o gloriosíssimo Arcanjo São Miguel, tornai-nos dignos, nós vo-lo pedimos, de sermos preservados de todos os nossos inimigos, a fim de que na hora da nossa morte nenhum deles nos possa inquietar, mas que nos seja dado de sermos introduzidos por ele na presença da Vossa poderosa e augusta Majestade, pelos merecimentos de Jesus Cristo, Nosso Senhor.

Consagração a São Miguel Arcanjo

Ó Príncipe nobilíssimo dos Anjos, valoroso guerreiro do Altíssimo, zeloso defensor da glória do Senhor, terror dos espíritos rebeldes, amor e delícia de todos os Anjos justos, meu diletíssimo Arcanjo São Miguel, desejando eu fazer parte do número dos vossos devotos e servos, a vós hoje me consagro, me dou e me ofereço e ponho-me a mim próprio, a minha família e tudo o que me pertence, debaixo da vossa poderosíssima proteção. É pequena a oferta do meu serviço, sendo como sou um miserável pecador, mas vós engrandecereis o afeto do meu coração; recordai-vos que de hoje em diante estou debaixo do vosso sustento e deveis assistir-me em toda a minha vida e obter-me o perdão dos meus muitos e graves pecados, a graça da amar a Deus de todo coração, ao meu querido Salvador Jesus Cristo e a minha Mãe Maria Santíssima, obtende-me aqueles auxílios que me são necessários para obter a coroa da eterna glória. Defendei-me dos inimigos da alma, especialmente na hora da morte. Vinde, ó príncipe gloriosíssimo, assistir-me na última luta e com a vossa alma poderosa lançai para longe, precipitando nos abismos do inferno, aquele anjo quebrador de promessas e soberbo que um dia prostrastes no combate no Céu.

São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate para que não pereçamos no supremo juízo.

sábado, 15 de agosto de 2009

VOCÊ RECLAMA?


AS ETERNAS E NORMALMENTE INFUNDADAS RECLAMAÇÕES...


Antigamente tudo era melhor...

O mundo, hoje, vai mal...

O carro não pega...

A minha promoção não sai...

O sinal ainda esta fechado...

Meu time perdeu...

Que calor insuportável...

Que frio terrível...

Minha mulher só reclama...

Meu marido só pensa em futebol...

Os amigos sumiram...

Essas crianças não param de chorar...

A cidade ta uma sujeira...

Meu chefe não me compreende...

O ônibus não aparece...

E essa fila que não anda...

Ninguém reconhece meu trabalho...

Os preços não param de subir...

Meu telefone vive enguiçado...


QUE VIDA, HEIN! MAIS ALGUMA RECLAMAÇÃO?


E se eu tivesse nascido em berço de ouro?

E se eu ganhasse uma enorme quantia?

E se não existisse tanta gente atrapalhando minha vida?

E se eu conseguisse um diploma sem precisar estudar?

Porque a gente tem tanta luta e tribulação, tanta dor e sofrimento, transformando a vida num "Vale de lágrimas"?


DIFÍCIL, NÃO É MESMO???


MAS AGORA PRESTE MUITA ATENÇÃO NESTA SITUAÇÃO...

Jesus nasceu num estábulo... EMPRESTADO!

Jesus montou num burrico... EMPRESTADO!

Jesus multiplicou os pães e peixes num cesto... EMPRESTADO!

Jesus utilizou um local para evangelizar... EMPRESTADO!

Jesus promoveu um milagre num barco... EMPRESTADO!

Jesus foi sepultado em um túmulo... EMPRESTADO!


SÓ A CRUZ ERA D'ELE!

E Ele nunca reclamou, murmurou e jamais blasfemou.

Ele sempre louvou e agradeceu por realizar a vontade do Pai.

É preciso aprender dar mais valor as pessoas, coisas e situações que nos são impostas por Deus. Existem dois caminhos:


1º O das lamentações e dos "por que"?


2º O do louvor e agradecimento, do "Para que Senhor". Seja feita a tua vontade.Cada um escolhe o seu.


Vamos Agradecer e Evangelizar!!!



terça-feira, 11 de agosto de 2009

Bispo Edir Macedo e mais nove viram réus por lavagem de dinheiro

Agência Estado
Publicação: 11/08/2009 08:49


A Justiça de São Paulo acatou na segunda-feira (10/8) a denúncia contra o bispo Edir Macedo e outras nove pessoas ligadas à Igreja Universal do Reino de Deus por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Segundo o Ministério Público Estadual (MPE), eles são acusados de integrarem um esquema envolvendo empresas de fachada, que remetia ao Exterior dinheiro obtido com doações de fiéis. Esse dinheiro, depositado em paraísos fiscais, voltava ao Brasil em forma de contratos de mútuo utilizados para a aquisição de empresas.
A acusação formal foi oferecida no último dia 5 pelo MPE, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) - Núcleo São Paulo, e recebida pelo juiz da 9ª Vara Criminal da Capital. Além de Edir Macedo, foram denunciados Alba Maria da Costa, Edilson da Conceição Gonzales, Honorilton Gonçalves da Costa, Jerônimo Alves Ferreira, João Batista Ramos da Silva, João Luís Dutra Leite, Maurício Albuquerque e Silva, Osvaldo Scriorilli e Veríssimo de Jesus.
De acordo com a denúncia, Edir Macedo e os demais acusados há cerca de 10 anos vêm se utilizando da igreja para a prática de fraudes. Durante as investigações, os promotores conseguiram localizar milhares de depósitos em dinheiro em favor da Igreja Universal. Somente no período entre março de 2003 a março de 2008, esses depósitos somaram R$ 3,9 bilhões, de acordo com o MPE.
Levantamento feito pelo MPE e pela Polícia Civil, com base em dados bancários e fiscais obtidos judicialmente, mostra que a Igreja Universal movimenta cerca de R$ 1,4 bilhão por ano no Brasil, dinheiro arrecadado por meio do pagamento de dízimo por seus milhares de fiéis espalhados por 4.500 templos, instalados em 1.500 cidades do País.
Dízimo
Na denúncia, o MPE destaca que Edir Macedo e outros bispos destinavam grande parte de sua pregação para a coleta do dízimo, enfatizando a necessidade de a igreja angariar recursos para a compra de óleos santos de Israel, o financiamento de novos templos e o pagamento de pregações nas rádios e TVs. A Universal aceitava cheques, carros e outros bens como doação.
Ainda segundo a denúncia, Edir Macedo e os outros denunciados se aproveitaram da imunidade tributária estabelecida pela Constituição para templos religiosos e passaram a utilizar a Igreja Universal para benefício próprio, captando os valores dos dízimos, ofertas e contribuições dos fiéis, investindo em bens particulares, como imóveis, veículos ou joias.
Para os promotores, ficou comprovado que o dinheiro das doações, em vez de ser utilizado para a manutenção dos cultos, era desviado para atender a interesses particulares dos denunciados.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Como permanecer puro?

Por Jason Evert

Primeiro de tudo, não deixe que o medo de rejeição controle seus relacionamentos. Muitas mulheres jovens têm medo de ofender ou perder seus namorados se não cederam a suas demandas sexuais. Uma mulher disse: “Tantas vezes as mulheres pensam: ‘Eu tenho que fazer isso para lhe agradar’, mas depois elas se sentem mal, particularmente quando ele vai embora com outra garota”. Essas inseguranças devem ser superadas se você quer ser amada como merece, Ao invés de se preocupar sobre ele lhe deixar se você não ceder em coisas sexuais, deixe que ele se preocupe sobre você abandoná-lo a não ser que não lhe respeite!
Do mesmo modo, muitos rapazes têm medo de se sentir diminuídos diante de uma garota se eles rejeitam suas investidas sexuais. Mas se uma garota está lhe pressionando, pode ser por ela ter medo que você vai ignorá-la ou rejeitá-la se ela não lhe oferecer algo de sexual.
Além de guardar seu corpo, guarde sua mente também. Como diz São Paulo: “Tudo que é honroso, justo e puro... isso ocupe vossas mentes” (Filipenses 4, 8). Portanto, não encha sua imaginação com programas de TV, filmes, revistas, fofocas ou músicas sensuais ou que exaltam o sexo sem sentido. Algumas pessoas se justificam quando vêem essas coisas dizendo que não lhes afeta. Isso é o mesmo que dizer que não vai ficar sujo se rolar na lama. Pergunte-se: “Será que não poderia estar fazendo mais para evitar a luxúria?”.
________________________________________________
Trecho do livro “Pure Love”, de Jason Evert. San Diego: Catholic Answers, 2007.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

O Preservativo não previne as Doenças Emocionais

Por Patrícia Assmann

Fala-se tanto no uso de preservativos para afastar as doenças sexualmente transmissíveis, bem como uma gravidez não desejada. Mas nada se fala sobre as "doenças emocionais".

O sexo, feito dentro de um relacionamento ideal ou não, tem uma característica imutável: em qualquer das hipóteses, é uma entrega total de si. Porque o corpo não é apenas corpo, mas um "veículo" para a alma. E o prazer da alma não coincide com o prazer do corpo. Satisfazer o corpo sem satisfazer a alma, é uma mutilação.


Acontece que o corpo não tem a força da alma no que diz respeito às nossas reações perante a vida, os relacionamentos, o aprendizado, a evolução.Quando evoluímos, em qualquer aspecto, não é o corpo que evolui, mas sim a alma. Um relacionamento sexual por mero prazer físico é, ao mesmo tempo, uma violência contra a alma. Porque a alma, gerada em Deus e para Deus, busca apenas e tão somente situações que revelem amor. Amor é algo bem mais complexo e consistente que o sexo, embora possa vir acompanhado dele na relação do casamento.

Jovens que iniciam suas atividades sexuais fora do matrimônio são infectados por um "vírus" que os preservativos não previnem: o vírus do vazio interior. Relacionar-se sexualmente com alguém, por puro prazer pessoal, é escavar o corpo alheio atingindo profundamente sua alma. E não há cura humana para essa dor. E nenhum governo ou movimento baterá às portas das vítimas dessa agressão para oferecer-lhes ajuda emocional. O que acontece com cada um, é problema de cada um.

Se você já viveu essa situação, lembre-se de que há um Deus que restaura TODAS as coisas.Se você está prestes a viver, FUJA! Nenhum relacionamento vale mais que sua paz, sua pureza, sua integridade emocional e física, seu relacionamento com Deus.Se você tem vivido a castidade, tenha coragem para incentivar outras pessoas. Cure as feridas de quem precisa de ajuda. E oriente aqueles que ainda não caíram. Em todos os casos, Deus sempre estará junto a nós.

O Deus da providência


O Senhor age através da inteligência e da liberdade humana


Deus é Pai, Todo-poderoso. Deus é amor. É próprio do amor cuidar, guiar, conduzir, prevenir. Providência significa amor sábio e cuidadoso. Amor que protege, conserva, transforma a história do mundo e das pessoas. É Deus que se interessa pelos nossos interesses. Deus, rege o mundo. Não há destino cego, nem acaso, nem poder dos astros. Estamos no coração, nos braços e nas mãos de um Pai providente, santo, sábio.


O amor de Deus é um amor pelo mundo que Ele mesmo criou e quer sua continuação e construção. O Senhor tem projeto e intenções para com a história e o mundo. Ele dá o rumo, a direção, a meta para o mundo e como Pai cuida e sustenta suas criaturas e seus filhos. A Providência Divina é uma atividade permanente de Deus, um cuidado permanente. Ele cria e recria, dirige tudo à plenitude, não está longe de nós, nem é mero expectador dos acontecimentos. Ele se autolimita para poder adaptar-se ao nosso ritmo e assim permitir que as limitações das criaturas, a lei natural e a liberdade humana sigam seus caminhos. O Altíssimo segura a manutenção do mundo. Eis a fé cristã na Divina Providência.


Deus age através da inteligência e da liberdade humana. Ele não age sozinho. Quer a nossa colaboração, age e trabalha nas criaturas, numa admirável sinergia entre o Criador e a criatura. Os homens constroem a história com as intenções e a graça de Deus. Não há concorrência, há colaboração. Somos cocriadores do Criador. Deus confia no homem, quer sua participação, colaboração e ação. Quando a liberdade humana erra, sai do rumo, a Providência corrige a rota com a misericórdia e a inspiração do Espírito. Sempre podemos ter esperança numa situação desesperadora. Do mal Deus pode tirar o bem. O amor providencial perdoa, corrige, refaz e recria o que foi desviado ou destruído. O Senhor não age sozinho, nem o homem é a única providência. Pelo contrário, o homem é portador da Providência Divina na sua capacidade, previsão e prevenção com o auxílio da graça.


Se não cremos na Providência caímos nas garras da fatalidade, do destino, do acaso, da sorte ou do azar, dos astros e dos espíritos. Deus não é uma energia cósmica universal sem rosto. Deus é alguém, um Tu, uma consciência, Deus é Pai que sofre com os sofrimentos de Seus filhos e carrega seus fardos.


A oração de súplica é uma atitude de fé na Providência Divina que tudo conduz para a participação de Sua glória. Todas as criaturas farão parte do novo céu e da nova terra. Que bom ter fé e saber que há sentido, há rumo, há futuro. Estamos livres do absurdo porque cremos no Absoluto. A fé na Providência Divina nos livra das preocupações, dos medos e inseguranças. Tudo concorre para o nosso bem. Deus age em nossas vidas como amigo, companheiro, parceiro, torcedor e guia. Quem crê na Providência livra-se da magia, da astrologia, do destino cego. A mão do Senhor nos conduz e faz prodígios, portentos e maravilhas em nossas vidas. Na luz da Providência tudo tem sentido e meta. Nada é por acaso.


A melhor atitude diante da Providência Divina é a colaboração de nossa parte. Rezar como se tudo dependesse de Deus e trabalhar como se tudo dependesse de nós. Outra atitude sábia é a da confiança, do saber abandonar-se na bondade, sabedoria e onipotência de Deus. Fazer tudo para mudar o que é possível ser mudado e aceitar tudo o que não pode mais ser mudado, eis a espiritualidade do abandono, da confiança, da entrega de si nas mãos do Bom Pastor, o Deus da vida.


Dom Orlando Brandes

Arcebispo de Londrina - PR

terça-feira, 21 de julho de 2009

CCJ criminaliza relações sexuais com adolescentes entre 14 e 18 anos

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou projeto de lei que torna crime fazer sexo com pessoas que ainda não completaram 18 anos de idade. Atualmente, o Código Penal prevê punição para quem tem relações sexuais com crianças e adolescentes de 14 anos. No entanto, se a pessoa estiver na faixa etária entre 14 e 18 anos e consentir o ato, não há crime, nem mesmo se estiver inserido num contexto de exploração sexual infanto-juvenil.

Em junho, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) absolveu dois homens que pagaram para fazer sexo com duas garotas, que eram exploradas sexualmente, em Mato Grosso do Sul, em 2006. Eles foram acusados de exploração sexual, mas, segundo o Tribunal, esse crime só pode ser atribuído a quem recebe o dinheiro com a exploração sexual, e não a quem "contrata". As meninas tinham 12 e 13 anos e receberam R$ 80.

O projeto aprovado pela CCJ ainda precisa do aval do plenário do Senado Federal. Entretanto, caso se torne lei, a prática de sexo com adolescentes cuja idade seja entre 14 e 18 anos, mesmo consentido, será considerado abuso ou exploração sexual e pode ser apenado com oito a 12 anos de prisão. O estupro, quando cometido contra pessoas com mais de 18 anos, pode ser punido com reclusão por período que varia de seis a dez anos.

Fonte: Site do TJDFT

sábado, 18 de julho de 2009

Como eu sei quando é amor?

Por Jason Evert
Nunca se pode avaliar uma relação pela intensidade dos sentimentos, porque eles vão e vêm, sobem e baixam.Sentir-se apaixonado é emocionante, mas nunca se deve confundir a emoção com o amor. Por exemplo, um rapaz pode ter sentimentos verdadeiros por uma garota, mas isso não garante que ele a ame. A verdadeira medida do amor é fazer o bem à pessoa amada. Claro, isso não é fácil. Por isso o amor verdadeiro é algo escasso, e isso o faz mais belo e valioso.
O contrário de amar é usar. Por exemplo, os rapazes frequentemente usam as garotas para sua satisfação física, e as garotas usam os rapazes para sua satisfação social ou emocional. Mas nunca estão satisfeitos. Tenho falado com milhares de alunas de colégio e de universidade e nunca encontrei uma garota sequer quer quisesse ter uma série de relações físicas. Mas encontrei, sim, um número incontável de mulheres que buscam o amor fazendo isso. Talvez estejam confundindo a atração física com o amor, ou buscam confirmar seu próprio valor, coisa que seus pais nunca lhes demonstraram. De qualquer maneira, essas garotas não encontraram o que buscavam.
Da mesma maneira, encontrei-me com "sedutores" que dizem que desejam saber como é amar a uma mulher em vez de usá-la ou de fazer-lhe mal. Não era sua intenção ferir as garotas, mas ninguém lhes ensinou como tratar as mulheres com reverência. Insatisfeitos com uma vida de "ficas" e sexo casual, no longo prazo se deram conta de que o conquistar uma mulher sexualmente era perder a razão pela qual são homens. Unicamente na entrega de si mesmos em um amor autêntico podiam se encontrar.
Se você vive uma vida sexual ativa e está tratando de descobrir se realmente é amor, faça a prova do amor. Retire a parte sexual de sua relação e viva a virtude da castidade. Quando passa a paixão sexual, se pode ver se havia amor desde o princípio, se lhe amam como pessoa. Não tenha medo de fazer isso, porque somente quando o amor é colocado à prova é que se pode ver seu verdadeiro valor. (1).
______________________________________________________________
(1)Karol Wojtila, Amor e Responsabilidade (San Francisco, Ignatius Press, 1993), p. 134.Trecho do livro "Amor Puro", de Jason Evert. San Diego: Catholic Answers, 2007.

Pequenas igrejas grandes negócios

Pe. Alessander Carregari Capalbo

Sem dúvida nenhuma, despertou no meu interior o desejo de escrever este artigo, baseado numa matéria publicada no dia 23 de junho do corrente ano, que fazia referência a proliferação das seitas em locais carentes do DF.

O primeiro susto, ou melhor, a primeira pergunta que nasceu dentro de mim foi: será que Cristo fundou 300 igrejas (seitas) numa cidade satélite com um pouco mais de 100.000 habitantes? A coerência diante da História rapidamente respondeu minha pergunta através dos fatos ocorridos. Um dos grandes erros da Reforma foi afirmar que só a escritura basta, levando como conseqüência a livre interpretação da palavra de Deus. Neste fato já respondemos ao porquê da proliferação de tantas “igrejinhas”. É muito simples de fundar: aluga uma garagem, ou na própria casa, pega a bíblia e começa o grande empreendimento.

Faço esta afirmação porque por detrás de tantas seitas está o dinheiro e o engano das pessoas, alcançado durante sua permanência no culto numa verdadeira lavagem cerebral. Tudo começa com a afirmação de que a pessoa está endemoninhada, que sua vida está amarrada (pela falta de emprego, por ser pobre, por passar dificuldades, etc.). Então a pessoa é chamada a arriscar. Neste momento o pastor usa uma voz distorcida imitando as “vozes do além”, a música e os focos de luzes do teatro estão estrategicamente a postos para provocar a histeria coletiva: pessoas desmaiam, têm ataques psicológicos que produzem efeitos no subconsciente e a conclusão sempre é a mesma: o demônio. É até engraçado!...

Estes dias passando diante de uma destas seitas parei e fiquei olhando: apagaram todas as luzes do “templo” e acenderam uma luz vermelha que piscava, parecia filme de terror. Muitas pessoas naquele momento como afirmava o pastor estavam possuídas e por quem? Pelo diabo, é claro. Mas o mais importante é o que vem depois do “desencapetamento”: as promessas das bênçãos. Aqui deve entrar uma boa oferta porque o dinheiro é do demônio. Então tens que pagar o dízimo, tens que fazer oferta para ser levada à fogueira santa ou até mesmo para ser queimada (apesar de nunca ter escutado ou visto uma seita que queimasse o dinheiro).

Aqui começa tudo, a pessoa cada vez mais tem a necessidade de dar porque quer um emprego, tudo gira em torno do ser rico, ganhar muito, ter muito dinheiro, saúde, amor, etc.

Aqui está a explicação das “igrejas” que ficam o dia inteiro com as portas abertas: quanto mais pessoas, mais dinheiro e mais sucessos. Pessoas que diante do sofrimento de cada dia vão buscar um consolo e não sabem onde estão caindo!...

No mesmo dia 23 deste mês, num site de noticias (ACI) se publicava uma matéria da KIRCHE IN NOT (Organização Internacional), sobre uma análise desta realidade, onde estas seitas oferecem roupas, comida, sapatos, etc.. Tudo para as pessoas começarem a freqüentar tal estabelecimento. Parece brincadeira, mas é assim que começam a comprar e a induzir as pessoas fragilizadas pela vida que se aproximam, e como estas são simples, caem facilmente no conto do “chapeuzinho vermelho”.

Há mais ou menos três semanas atrás, recebi uma pessoa que freqüentou por seis anos uma destas seitas onde tudo lhe foi prometido. Foi “desencapetada” e era fiel no seu dízimo, passando até por privações em sua casa porque Deus precisava do seu dinheiro para abençoá-la. Depois de um tempo não tendo mais nada para ofertar, fez empréstimos no banco. Final da história: ficou com uma dívida grandíssima.

Preocupada com a situação, procurou o pastor da igreja que freqüentava e lhe perguntou onde estavam as bênçãos que Deus lhe prometera... Estava cheia de dividas e não tivera nenhuma prosperidade na vida... Resposta do pastor: ”você é filha do demônio, por isso você não foi abençoada”.

Agora termino com duas simples perguntas:
1 – Parece séria uma resposta destas a uma mulher que fez tudo inocentemente e enganada?
2 – Você já se perguntou quantas vezes a “igreja” que você pertence já se dividiu?
Na tradução grega a palavra Diabolus significa divisor. Na origem de novas seitas, estão quase sempre divisões e desentendimentos entre pastores, e por isso proliferam. Ao não se entender com o outro pastor, logo forma a sua “igrejinha”. E o pior, ao invés de ajudarem, enganam pessoas simples que pensam estar no caminho certo. Formam-se seitas para todos os gostos do mercado: numa “igreja” é permitido aos jovens fazerem de tudo, na outra é possível casar várias vezes, na outra é fazer política partidária... E assim vai...

A religião tem se tornado um meio de enriquecimento para poucos, enquanto os simples e pobres bancam tudo isso na esperança de uma mudança.

Na escritura, Cristo faz uma afirmação muito categórica: “Guardai-vos dos falsos profetas... eles falam em meu nome... mas são lobos vorazes...” (Mt 7,15), prontos para devorar os que sofrem, os “pequenos” de quem fala o Evangelho. Mas será que Cristo ensinou a divisão, ensinou uma vida tranqüila?

Pare e pense, porque você pode ser uma pessoa que está sendo enganada.

Virgem Maria rogai por nós!

Pároco da Paróquia Santa Maria dos Pobres - Paranoá

Sexualidade e Castidade

Aloísio Parreiras


Em nossos dias, estamos assistindo, estarrecidos, a expansão do hedonismo, do namoro sem compromisso e de várias formas de pornografia. Nos diversos meios de comunicação, sobretudo nos canais de televisão, na Internet e em inúmeras revistas, propaga-se, cada vez mais, a busca desenfreada do prazer, como se este fosse um valor. Transmite-se a falsa idéia de que, desde tenra idade, o ser humano deve ceder aos seus impulsos sexuais e, consequentemente, é cada vez maior o número de casos de adolescentes grávidas, pois cada vez mais cedo - por volta de 12, 13 ou 14 anos -, se dá a iniciação sexual dos adolescentes. Diante de tal panorama é necessário se questionar: e o sexto e o nono mandamentos da lei de Deus? A castidade e a pureza deixaram de ser ideais que devem ser vividos e ensinados aos jovens?

Diante de tal quadro não podemos nos calar. Em nome da caridade, nós devemos propagar a Verdade ensinada por Jesus Cristo. Não basta apenas ficarmos estarrecidos, pois para superar os desvalores, nós temos que semear os reais valores. Para vencer o mal é necessário vivenciar o Bem. Para eliminar as falsas idéias e sofismas relacionados com a sexualidade é necessário contrapor o real valor e a verdadeira dignidade do sexo.

Nesse contexto, penso que é vital poder resgatar a prática da virtude da santa pureza, ou seja, a prática da castidade como uma afirmação, doação e preparação para a vida conjugal. A castidade é uma virtude, um bom hábito que nos ajuda a viver em íntima união com Deus. Não é certamente a principal virtude, mas é, sim, uma nobre virtude, vivida principalmente pelas pessoas que sabem valorizar e respeitar o seu semelhante integralmente e confiam plenamente em Deus, e sabem que no momento oportuno, isto é, no Matrimônio, constituirão um único corpo, abençoado e santificado por Cristo.

Sabemos que, pelas pressões do mundo, não é tarefa fácil ser casto. Como toda virtude, a prática da castidade pressupõe um constante aprendizado, até se concretizar como um bom hábito. E devemos ter consciência de que temos os “pés de barro”, ou seja, sozinhos, nada somos, mas participando dos sacramentos e vivenciando a graça habitual, estaremos purificando o nosso coração e todo o nosso corpo.

Sacramentos, oração, mortificação, renúncias e apostolado. Eis aí cinco meios de perseverança que nos proporcionam a vivência da castidade. Todo jovem que tem uma vida estruturada na oração e uma intensa participação nos sacramentos sabe realizar, cotidianamente, pequenos sacrifícios e renúncias e assim contribui generosamente com sua alegria e o seu entusiasmo para um fecundo apostolado. O jovem que é capaz de servir ao seu próximo, reconhece o valor e a dignidade do seu corpo, como também o valor e a dignidade do corpo do seu semelhante e, por isso, purifica o seu olhar e demonstra inúmeras virtudes em suas ações. É um jovem modesto em seus trajes e o demonstra pelas suas atitudes que é Templo de Deus, morada do Espírito Santo e Tabernáculo do Altíssimo.

O sexo não pode e não deve ser apresentado aos jovens como uma coisa feia ou algo proibido, que deve ser evitado. O sexo deve ser apresentado como um valor, algo bom que foi criado por Deus visando a conservação da nossa espécie. Deve ser dito também aos jovens que, além de ser um instinto, o sexo é também um sinal do amor entre duas pessoas, um homem e uma mulher, que se realizam mutuamente no Matrimônio. Como é bom poder conviver com jovens castos que se preparam no namoro e no noivado para testemunhar em família, o Amor de Deus no Matrimônio!

Como seres humanos, nós somos animais gregários e, por isso, vivemos em grupos ou turmas, especialmente os jovens que muitas vezes são influenciados pelos seus colegas, pela sua turma. Mas, se os pais souberem ser amigos de seus filhos e um sólido exemplo de um casal cristão que se respeita, se ama e se complementa, indubitavelmente, contemplarão também em seus filhos a realização concreta de uma Igreja doméstica.

A castidade deve ser vivida por todos; nós sabemos que há, inclusive, a castidade que deve ser vivida entre os cônjuges e, para todos aqueles que já pecaram contra ela, é sempre bom recordar que há a possibilidade de uma segunda castidade que também é abençoada por Cristo e valorizada por toda a Igreja.

Como jovens responsáveis pela formação de outros jovens, nós devemos propagar o valor sublime do Plano de Deus em relação à sexualidade em nossas faculdades e em nossos locais de trabalho e de lazer. Acima de tudo, devemos demonstrar que a fé e a moral Católica não são meras normas repressoras do sexo, mas sim fontes seguras de orientação que nos ensinam a proteger e valorizar a sexualidade. Sexo faz bem, sim, mas, desvirtuado do Plano do Amor de Deus, só conduz à exploração do ser humano e a grandes frustrações e decepções.

Para concluir, é sempre bom recordar que, para combater o hedonismo, é imperioso anunciar o verdadeiro Deus à juventude. Como nos diz o nosso amado e saudoso João Paulo II: “Se Cristo lhes for apresentado com o Seu verdadeiro rosto, os jovens reconhecem-No como resposta convincente e conseguem acolher a sua mensagem, mesmo se exigente”.(João Paulo II, “Novo Milennium Ineunte, nº9”). Como nos ensina São Paulo, em sua Carta aos Gálatas - Gl 5,23: a castidade é um dos frutos do Espírito Santo; consequentemente, nós devemos recorrer ao Divino Espírito, para que Ele nos ensine a sermos puros e castos, vivenciando a prática do Amor-Caridade.
Historiador e membro da Comunidade de Emaús

domingo, 12 de julho de 2009

A CNBB deve proibir alguns CD's

Estou chamando a atenção dos que escrevem e cantam canções religiosas, para o perigo de ensinarem doutrinas imprecisas ou erradas. Acho que posso e devo fazer isso. Depois de 35 anos cantando a fé, e depois de ouvir milhares de irmãos na fé a dizer que se inspiraram no meu trabalho, penso que seja meu dever vir a público para pedir aos cantores e compositores de música católica que tomem cuidado com o que dizem. Ninguém é tão culto que não precise ser corrigido. É sinal de amor à Igreja aceitar que outros nos ajudem a pensar a fé.
Conto um segredo que nem todos sabem. Nunca publico minhas canções sem antes deixar que ao menos três especialistas em Bíblia, dogma ou catequese opinem. Pergunto sempre se tal expressão não trairia alguma doutrina da Igreja. Talvez isso explique porque tantas pessoas admirem o conteúdo das minhas mensagens. Eu me deixo corrigir antes. Espanta-me ver que compositores sem nenhum curso de teologia ou catequese teimem em publicar sem ouvir os outros. Para mim é falta de humildade. Destaco dos CDs religiosos que tenho comigo e do que já ouvi no rádio católico algumas frases heréticas que seria bom a CNBB proibir para o bem da fé católica:
  • Jesus que és o nosso grande pai.
  • Ó Maria, teu nascimento nos trouxe a salvação.
  • Está morto naquela cruz eterna.
  • Eu oro ao menino Jesus.
  • Voltarei a viver neste mundo.
  • Tenho mil pecados originais.
  • Como disse São Matias no seu evangelho.
  • Com seu manto apagou meu pecado.
  • Estou salvo, jamais pecarei.
  • Santa hóstia que esconde a trindade.

Uma comissão de catequistas deveria rever todas as canções gravadas nos últimos trinta anos e corrigir aqueles erros. Há canções ensinando um catolicismo errado. Sou compositor e aceito que comecem pelas minhas mais de 1000 canções. Que os outros façam o mesmo.

Fonte: Padre Zezinho, scj

sábado, 11 de julho de 2009

SÃO BENTO ABADE


PEQUENO HISTÓRICO DA VIDA DE SÃO BENTO




Nasceu em Núrcia, na Úmbria (Itália) por volta do ano 480, estudou em Roma, começou a praticar a vida eremítica em Subiaco, onde reuniu um grupo de discípulos, indo mais tarde para Monte Cassino. Aí fundou um célebre mosteiro e escreveu a Regra que, difundida em muitos países, lhe valeu os títulos de patriarca do monaquismo do Ocidente e padroeiro da Europa.



Morreu a 21 de março de 547. Contudo desde fins do século VIII, sua memória começou a ser celebrada em muitas regiões no dia 11 de julho.



A expansão que alcançou esta iniciativa monástica de São Bento foi impressionante. Duzentos anos mais tarde, a Regra beneditina vigorava em toda a Europa, eliminando praticamente todas as demais formas de vida consagrada. Este sucesso não foi casual, mas inerente ao equilíbrio e sensatez da Regra beneditina. Pois o fim da Regra de São Bento era formar cristãos perfeitos, seguindo os ensinamentos de Jesus Cristo, mediante a prática dos mandamentos e conselhos evangélicos. Outro precioso fator era o equilíbrio e moderação. A Regra devia ser possível a todos e adaptável à capacidade de cada um.



ORA ET LABORA (ORAÇÃO E TRABALHO) é seu lema. Oração transformada em trabalho e trabalho em oração pela fé e obediência. No convívio fraterno na comunidade resulta sempre no completo equilíbrio psicológico.



A poucos quilômetros de Monte Cassino, Santa Escolástica, irmã de São Bento, adotou a Regra para as mulheres, dando origem às monjas beneditinas.






ORAÇÃO






Santa Cruz do Santo Pai Bento


A Cruz sagrada seja minha Luz


Não seja o Dragão meu guia


Retira-te Satanás


Nunca me aconselhes coisas vãs


É mal o que tu me ofereces


Bebe tu mesmo do teu veneno.








Em latim:
Crux Sancti Patris Benedicti


Crux Sacra Sit Mihi Lux


Non Draco Sit Mihi Dux


Vade Retro Satana


Numquam Suade Mihi Vana


Sunt Mala Quae Libas


Ipse Venena Bibas.










MEDALHA DE SÃO BENTO






A Medalha de São Bento, onde está gravada esta famosa oração, é considerada um sacramental, quer dizer, um sinal poderoso de fé. Diz-se que o uso da medalha protege contra as artes do demônio e concede graças, como a vitória sobre os inimigos e, é claro, sobre a tentação.



Na frente da medalha aparece uma cruz e as letras C S P B gravadas. Estas letras são abreviações da frase em latim: Cruz Sancti Patris Benedicti ou Cruz do Santo Pai Bento.






Na haste vertical da cruz estão gravadas as letras: C S S M L que significam Crux Sacra Sit Mihi Lux ou A cruz sagrada seja minha luz.






Na haste horizontal, as iniciais N D S M D: Non Draco Sit Mihi Dux ou Não seja o dragão (demônio) meu guia.






No alto da cruz está gravada a palavra PAX ou Paz, que é o lema da Ordem de São Bento.






Procure, a partir da direita da palavra PAX, as iniciais: V R S N S M V que significam Vade Retro Sátana Nunquam Suade Mihi Vana ou Retira-te, satanás, nunca me aconselhes coisas vãs. E as letras S M Q L I V B: Sunt Mala Quae Libas Ipse Venena Bibas ou É mau o que me ofereces, bebe tu mesmo os teus venenos.






A imagem de São Bento aparece no verso da medalha. Ele segura na mão esquerda o livro da Regra que escreveu para os monges chamados beneditinos. Na outra mão, ele segura a cruz. Ao redor da medalha, lê-se Eius in Obitu nro Praesentia Muniamur , que quer dizer: Que São Bento nos conforte na hora da nossa morte.


sábado, 4 de julho de 2009

A arte da oração


Quem não reza está numa situação muito desconfortável


Rezar é um ato natural, um capítulo da antropologia, exatamente porque o ser humano tem uma abertura congênita para o transcendente, o divino. Rezar é também um ato de justiça para com nossa alma, pois a oração é expressão do espírito, da alma, do coração. É também um ato de justiça em relação a Deus. “Nele somos, vivemos e existimos” (Atos dos Apóstolos 17, 28).

A oração é antes de tudo terapêutica porque pacifica, unifica, ordena a vida, os pensamentos e os afetos. “Os efeitos da oração em nossa pessoa são mais visíveis que os das glândulas de secreção interna”, diz o prêmio Nobel de Medicina (1922), Dr. Alexis Carrel, ateu convertido.

A arte da oração consiste em que o orante se comunica com Deus, com os outros e com ele mesmo e assim faz grandes descobertas, encontra soluções, recebe iluminações e muita força interior. K Jung e V. Frankl são psicólogos que exaltam a importância e a eficácia da oração, sem a qual, as pessoas não se curam de suas neuroses. Eles sabem muito bem que a pessoa orante entra no nível alfa, frequência profunda do cérebro humano.

Quem não reza está numa situação muito desconfortável e até incômoda, porque irá buscar alívio e sedativo no álcool, nas farras, nas drogas e sempre permanecerá vítima do vazio existencial e da solidão. Sempre justificará seus erros e fugas, tendo necessidade espontânea de ridicularizar quem reza, como se a oração fosse o “catecismo dos fracos e perdedores”. De fato, só os humildes e autênticos rezam.

É preciso orar com fé. Acreditar no poder da oração. Rezar é estar com Deus e com os outros. Normalmente a oração verdadeira e profunda leva à compaixão, ao perdão, à solidariedade. O amor é fruto da oração. Rezar é um ato de amor e o amor é consequência da oração. Os santos e os místicos são sempre pessoas de paz, de fraternidade e de ação em favor dos pobres e pecadores. A oração é amor de amizade com Deus que nos leva ao amor-serviço para com os outros.

A oração é uma “alavanca que move o mundo” (Santa Terezinha). De fato, quantas pessoas são vitoriosas frente a doenças, mágoas, decepções, injúrias. A oração as salvou. Quem reza se salva.
A oração é uma ponte. A pessoa orante é fabricadora de pontes, é pontífice. Abatem-se os muros e constroem-se pontes com a sabedoria da prece. Essa ponte vai da terra ao céu e do coração do orante aos irmãos. A escalada da oração é exigente, requer perseverança. É um combate.

A oração é muralha, é escudo, é proteção, é abrigo, é segurança. Quem reza está imunizado contra muitos males. A oração nos protege das tentações. Sem ela caímos na murmuração e abraçamos a tentação.

A oração é escola . O Mestre interior é o Espírito Santo. Na escola da oração aprendemos a prática do bem, a beleza do perdão, a alegria da convivência, a esperança nas decepções. A oração nos faz discípulos, iluminados, sábios, humanos e verdadeiros. Moisés tinha o rosto iluminado após a oração. Irradiava o fulgor de Deus.

A oração enche o orante de audácia e coragem, de força e tenacidade, de luz e compaixão. Jesus não somente reza, mas, ensina a rezar, principalmente a perseverança na oração. Os primeiros cristãos eram “assíduos na oração” (cf. Atos dos Apóstolos 2, 42). De fato, a oração é inspiração de cada momento, recolhimento do coração, recordação das maravilhas de Deus, é força para a luta cotidiana. Eis a arte da oração.

A oração é uma rendição diante de nossa insuficiência e da paternidade de Deus. A oração é a fala entre filhos(as) e Pai. Portanto, oração é questão de amizade, é encontro de duas consciências, duas intimidades, duas existências. Na oração acontece uma troca de olhares, de confidências, de interioridades. Rezar é um ato de amor, um ato afetivo que inflama o orante de amor a Deus e ao próximo.


Dom Orlando Brandes

Arcebispo de Londrina - PR

sexta-feira, 26 de junho de 2009

TEOLOGIA DO CORPO

Check out this SlideShare Presentation:

O que são Indulgências?

As indulgências não significam venda do perdão de pecados, como se diz freqüentemente, mas são obras boas que devem ser praticadas com profundo amor a Deus e total repúdio do pecado já absolvido pelo sacramento da Penitência, a fim de que o amor a Deus assim excitado apague os resquícios do pecado que costumam permanecer no cristão mesmo após a absolvição sacramental. O fiel católico que lucra uma indulgência, pode aplicá-la às almas do purgatório, à guisa de sufrágio, isto é, pedindo a Deus que o amor ao Senhor existente naquelas almas acabe de erradicar qualquer vestígio de amor desregrado. Deve-se reconhecer que não é fácil ganhar indulgências, pois o apego ao pecado (ainda que leve) muitas vezes está profundamente arraigado no íntimo do cristão.
A esmola, implicando caridade ou amor a Deus e ao próximo, pode ser uma obra indulgenciada. É este aspecto que deu origem à falsa interpretação de que se vendia e comprava o perdão dos pecados no século XVI. O tema das indulgências freqüentemente suscita mal-entendidos, mas afinal, o que são indulgências?
Para ter noção do que são as indulgências na Igreja, devemos aprofundar sucessivamente quatro proposições doutrinárias, a saber:
a) Todo pecado acarreta necessidade de expiação ou reparação.

b) Em vista da reparação, existe na Igreja o tesouro infinito dos méritos de Cristo, que frutificou nos méritos da Bem-aventurada Virgem Maria e dos demais Santos.

c) Cristo confiou à sua Igreja o poder das chaves para administrar o tesouro da Redenção.

d) Fazendo uso deste poder, a Igreja, em determinadas circunstâncias, houve por bem aplicar os méritos de Cristo aos penitentes dispostos a expiar os pecados.


Examinemos mais profundamente estas proposições:


a. Necessidade de Expiação
O pecado não é somente a transgressão de uma lei, mas é também a violação da ordem de coisas estabelecida pelo Criador. Por isto, para que haja plena remissão do pecado, é necessário não somente que o pecador obtenha de Deus o perdão, mas também que repare a ordem violada (é o que se chama "expiação"). Assim quem rouba um relógio, não precisa apenas de pedir perdão a quem foi lesado, mas deve também devolver o relógio ao seu proprietário. Quem caluniou alguém, não deve somente pedir-lhe perdão, mas haverá de restaurar o bom nome e a fama de quem foi injustiçado. Mesmo os pecados meramente internos de pensamentos e desejos exigem, além do perdão de Deus, também a restauração da ordem interna do pecador, pois os pensamentos e desejos culposos excitam ou alimentam paixões e afetos desregrados no íntimo do respectivo sujeito.
A necessidade dessa reparação é muito lógica. Dizia sabiamente S. Agostinho: "Aquele que te criou sem ti, não te salva sem ti". A própria Escritura dá a ver que o Senhor Deus, mesmo após haver perdoado a culpa do pecador, exigiu a reparação da ordem violada. Ver 2Sm 12,13s; Nm 20,12s; Tb 4,11s.

b. O tesouro dos méritos de Cristo confiado à Igreja
Em vista da expiação dos pecados, existe na Igreja um tesouro infinito de méritos que Cristo adquiriu mediante a sua Paixão e Morte; esse tesouro frutificou nos méritos da Bem-aventurada Virgem Maria e dos Santos. É chamado "o tesouro da Igreja". Cristo confiou à sua Igreja as chaves para administrar o tesouro da Redenção, como se depreende de textos, como o de Mt 16, 16-19; 18, 18; Jo 20, 22s.

c. A aplicação dos méritos de Cristo ou a instituição das indulgências
Consciente do poder das chaves que Cristo lhe concedeu, a Igreja, no decorrer dos tempos, resolveu aplicá-lo em favor dos cristãos penitentes que ainda tivessem de prestar expiação por seus pecados. Com efeito. Sabemos que nos primeiros séculos os pecadores que desejassem a absolvição de suas faltas, deviam primeiramente prestar satisfação por elas, tentando extirpar do seu íntimo as raízes do pecado. Por conseguinte, a Igreja lhes impunha uma penitência que, para ser medicinal, costumava ser rigorosa (assim, por exemplo, uma Quaresma de jejum, em que o penitente se vestia de sacos e cilício); essa penitência tinha por objetivo excitar e fortalecer, no penitente, o amor a Deus que extinguiria o amor ou as tendências desordenadas do sujeito. Em conseqüência, julgava-se que, quando o pecador era absolvido (na Quinta-feira Santa, geralmente), ficava isento não apenas da culpa, mas também das raízes do pecado; teria seu amor purificado ou teria reparado a ordem violada em seu íntimo.
Acontece, porém, que essa praxe penitencial, com o tempo, se tornou insustentável; não só exigia especiais condições de saúde, mas também acarretava conseqüências penosas para todo o resto da vida de quem a ela se submetesse. Eis por que aos poucos foi sendo modificada.
Com efeito, a partir do século VI foi introduzido novo costume: o pecador, tendo confessado suas faltas, recebia logo a absolvição, mas, depois disto, ainda prestaria uma satisfação correspondente à gravidade de suas culpas, a fim de extinguir dentro de si todo apego ao pecado. Este novo modo de administrar o sacramento da Reconciliação ainda era assaz penoso; a dura e prolongada penitência (jejum, cilício...) não podia ser praticada por todos os pecadores. Consciente disto, a Igreja instituiu as "comutações" ou "redenções" de penitências. Estas tem seu fundamento na própria S. Escritura: a Lei de Moisés enumerava casos em que as obrigações dos fiéis eram legitimamente comutadas e mitigadas, desde que se tornassem demasiadamente onerosas.
Em que consistiam propriamente as comutações de penitências na Igreja do século IX? Como dito, a Igreja é depositária dos méritos de Cristo que frutificaram nos méritos da SS. Virgem e dos Santos, constituindo o tesouro da Igreja. Ora os Bispos julgaram oportuno, a partir do século IX, aplicar esses méritos em favor dos pecadores absolvidos que se deviam submeter a rigorosas penitências. As duras obras de penitência foram sendo substituídas (comutadas) por outras mais brandas, obras às quais a S. Igreja associava diretamente os méritos satisfatórios de Cristo; assim em lugar de jejuns podiam ser impostas orações; em vez de longa peregrinação, o pernoitar num santuário; em vez de flagelações, uma esmola...
A estas obras mais brandas a Igreja, num gesto de indulgência, anexava algo da expiação sumamente meritória do Senhor Jesus. Foram chamadas "obras indulgenciadas" (enriquecidas de indulgências). A remissão da pena satisfatória obtida pela prática de tais obras tomou o nome de "indulgência". Compreende-se, porém, que tal indulgência não se ganhava de maneira mecânica; era sempre necessário que o penitente, ao realizar a obra indulgenciada, já tivesse recebido a absolvição de seus pecados, e nutrisse em si o horror ao pecado e o férvido amor a Deus que ele teria se fosse prestar uma quarentena ou mais de jejum e de cilício... Sem tais disposições, não ganharia a indulgência proposta.
No século XI, os bispos começaram a conceder indulgências gerais, isto é, oferecidas a todos os fiéis, sem se exigir a intervenção direta de um sacerdote. Em outros termos: os Bispos determinaram que, prestando tal ou tal obra (visita a um Santuário, orações especiais, esmolas...), os fiéis poderiam obter a remissão da satisfação correspondente aos seus pecados já absolvidos. Assim quem colaborasse na construção de um santuário ou peregrinasse a um lugar sagrado, lucraria uma indulgência de 100 dias, 1 ano, 7 anos (isto é, os frutos da penitência realizada durante cem dias, um ano, sete anos), desde que o fizesse com o horror ao pecado que animava os penitentes da Igreja antiga.
Esta praxe ficou em vigor até os tempos recentes da Igreja. Quando, antes do Concílio do Vaticano II (19621965), se falava de "indulgência de 100, 300 dias, um ou mais anos", não se designava um estágio no purgatório, pois neste não há dias nem anos. Com essa contagem, indicava-se o perdão da expiação que outrora alguém prestaria fazendo 100, 300 dias, um ou mais anos de penitência rigorosa, avaliada segundo a praxe da Igreja antiga. Em nossos dias a terminologia mudou, como se dirá mais adiante.

Reflexões Teológicas
As considerações até aqui propostas comprovam que a Igreja, ao instituir as indulgências, teve em vista auxiliar os seus filhos que tenham obtido o perdão de seus pecados, mas ainda devam prestar reparação pelos mesmos. A Igreja reconhece que na Comunhão dos Santos os fiéis vivos podem obter indulgências em favor dos irmãos falecidos que no purgatório ainda tenham de prestar satisfação por pecados cometidos nesta vida. É muito importante notar que ninguém pode lucrar indulgência sem que tenha previamente confessado as suas faltas graves (as obras indulgenciadas não obtêm o perdão dos pecados como tal) e sem que excite em si o espírito de contrição que o levaria a prestar as rigorosas penitências da Igreja antiga; sem este ânimo interior, nada se pode adquirir. Donde se vê que a praxe das indulgências está longe de reduzir a religião a formalismo e mercantilismo.
Deve-se observar também que a Igreja nunca vendeu o perdão dos pecados, nem vendeu indulgências. Mais: quando a Igreja indulgenciava a prática de esmolas, não intencionava dizer que o dinheiro produz efeitos mágicos, mas queria apenas fomentar a caridade ou as disposições íntimas do cristão como fator de purificação interior. Não há dúvida, porém, de que pregadores populares e muitos fiéis cristãos dos séculos XV/XVI usaram de linguagem inadequada ou errônea ao falar de indulgências. Foi o que deu origem aos protestos de Lutero e dos reformadores. Na verdade, é muito difícil ganhar uma indulgência plenária. Quem, ao recitar breve prece indulgenciada ou ao fazer visita a um santuário, pode ter certeza de estar contrito dos seus pecados a ponto de não lhes ter mais o mínimo apego? O velho homem, mais ou menos arraigado em cada cristão, é caprichoso e sorrateiro; para dominá-lo, é necessária assídua vigilância com o auxílio da graça.

A praxe atual
Após o Concílio do Vaticano II, o Papa Paulo VI procedeu a uma revisão da instituição das indulgências, que era e é válida, mas se prestava a equívocos, principalmente pela contagem de dias, meses e anos de indulgência...; esta terminologia supunha condições históricas que haviam caído no esquecimento do público.
Eis alguns traços da respectiva Constituição "Indulgentiarum Doctrina" datada de 1967:
A Igreja continua a conceder indulgências plenárias e indulgências parciais. Aquelas significam a remissão de toda a satisfação correspondente a pecados já absolvidos; estas, a remissão de parte desta satisfação. Fica, porém, abolida a indicação de dias e anos de indulgência parcial. O valor das indulgências parciais é doravante expresso em termos mais compreensíveis. Com efeito. Sabemos que toda boa obra (prece, esmola, mortificação...) tem anexo a si um determinado mérito; se alguém realiza tal obra em espírito de contrição, adquire a remissão de uma parte de sua satisfação purgatória. Pois bem; Paulo VI determinou que as pessoas que praticam uma ação indulgenciada pela Igreja, obtêm (além da remissão anexa ao ato bom como tal) uma igual remissão devida à intervenção da S. Igreja. Isto significa, em última análise, que a medida das indulgências parciais é a medida do arrependimento e do amor a Deus com que alguém pratica a ação indulgenciada; se o cristão a realiza com ânimo rotineiro e tíbio, pouco lucra; ao contrário, quanto mais fervor ele empenhar na execução da obra indulgenciada, tanto mais também será ele indulgenciado.
Vê-se como esta disposição é apta a fazer do instituto das indulgências um estímulo para o afervoramento da piedade dos fiéis.
Para que alguém possa lucrar indulgência plenária, requer-se que, além de executar a obra indulgenciada, faça uma confissão sacramental, receba a Comunhão Eucarística, ore segundo as intenções do Sumo Pontífice (um "Pai Nosso" e uma "Ave Maria", por exemplo) e não guarde o mínimo apego a qualquer pecado, ainda que seja leve. Se alguém puder cumprir, mas de fato não cumprir estas condições, só lucrará indulgência parcial.
A confissão sacramental pode ser efetuada alguns dias antes ou (se não houver pecado grave) depois da obra indulgenciada. A S. Comunhão, porém, e a oração pelo Sumo Pontífice deverão ocorrer no dia mesmo em que se realizar a obra. Basta uma Confissão sacramental para se adquirir mais de uma indulgência plenária. Requer-se, porém, uma Comunhão e uma oração pelo S. Padre para cada indulgência plenária.
O novo catálogo de indulgências assinala várias obras de piedade como indulgenciadas. Antes do mais, porém, propõe três grandes concessões:

a) É concedida indulgência parcial a todo cristão que, no cumprimento de seus deveres e no suportar as tribulações da vida presente, levante a mente a Deus com humildade, confiança, proferindo ao mesmo tempo alguma invocação piedosa (com os lábios ou só com a mente).

b) É concedida indulgência parcial ao cristão que, movido por espírito de fé e misericórdia, coloca a sua pessoa ou os seus bens ao serviço dos irmãos que padecem necessidade.

c) É concedida indulgência parcial ao cristão que, movido por espírito de penitência, se abstenha espontaneamente de algo que lhe seja lícito e agradável.

Mediante estas três normas, a Igreja visa a estimular os seus filhos a uma vida fervorosa, animada por espírito de fé, de amor e de configuração a Cristo.


Autor: d. Estevão Bettencourt
Fonte: Revista "Pergunte e Responderemos" nº 437
Transmissão: José Augusto

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Idolatria







Idolatria é escolher um deus falso














Idolatria é escolher, adorar e servir um deus falso em lugar do Deus verdadeiro. São Paulo definiu muito bem essa prática: “Trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram à criatura em vez do Criador, que é bendito pelos séculos!” (Romanos 1,25).


Uma das diferenças do Deus verdadeiro do deus falso é que este é “oco”. Por isso, no passado, um dos símbolos dos deuses falsos eram as imagens ocas. Representavam um “deus oco”. Um deus “vazio”, fraco!


Hoje, o grande erro é confundir a idolatria com as imagens. Idolatria é escolher um deus falso. Escolher adorar e servir à criatura em vez do Criador. Essas criaturas são as mais diversas. Não é difícil identificar os deuses falsos de hoje.


Os atuais ídolos, os deuses falsos e “ocos” dos nossos dias são: o Prazer, o Poder e o Ter. Esses são os ídolos, isto é, os “deuses ocos” dos tempos atuais. Por serem ocos não satisfazem nunca os que os buscam. Esta é, por exemplo, uma das razões pelas quais não encontramos nenhum ganancioso que diga: “Tenho dinheiro que chega, estou satisfeito”. Quando o dinheiro se torna um ídolo, um deus oco, ele não preeenche o coração do ser humano.


O mesmo vale para o prazer. Quem faz do prazer um deus, este nunca se satisfaz. Busca-o desenfreadamente e sente-se sempre vazio. Vai à praia, ao jogo de futebol, viaja, come, bebe, mas se sente sempre vazio. Porque está indo atrás de um deus “oco”, de um ídolo.


O mesmo podemos dizer do poder. Quem tem o poder, não para servir, mas para dominar, busca sempre tê-lo mais e nunca está satisfeito. Nesse caso o poder também se transforma num deus falso, oco, um ídolo.


A idolatria é o maior pecado. A árvore da qual brotam os outros nossos pecados. É uma escolha de um deus oco e não um cheio. Por isso, deixa vazios aos que escolhem adorá-la e servi-la.










Padre Alir

segunda-feira, 15 de junho de 2009

GOTAS DE FÉ CATÓLICA

COMPÊNDIO DO CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA

5. Como se pode falar de Deus?
Pode-se falar de Deus a todos e com todos, a partir das perfeições do homem e das outras criaturas, as quais são um reflexo, embora limitado, da infinita perfeição de Deus. É preciso, todavia, purificar continuamente a nossa linguagem de tudo o que contém de imaginativo e de imperfeito, sabendo-se que não se poderá jamais exprimir plenamente o infinito mistério de Deus. 59-45 48-49

6. O que Deus revela ao homem?
Deus, em sua bondade e sabedoria, revela-se ao homem. Com ações e palavras revela a si mesmo e a seu desígnio benevolente, que desde toda a eternidade preestabeleceu em Cristo a favor dos homens. Esse desígnio consiste em fazer com que, pela graça do Espírito Santo, todos os homens participem da vida divina, como seus filhos adotivos no seu único Filho. 50-55 68-69

7. Quais são as primeiras etapas da Revelação de Deus?
Desde o princípio, Deus se manifesta aos primeiros pais, Adão e Eva, e os convida a uma íntima Comunhão com ele. Depois da quedadeles, não interrompe a sua revelação e promete a salvação para toda a descendência deles. Depois do dilúvio, faz com Noé uma aliança entre ele e todos os seres vivos. 54-58 70-71
8. Quais são as etapas seguintes da Revelação de Deus?
Deus elege Abraão, chamando-o para fora de seu país a fim de fazer dele "o pai de uma multidão de nações" (Gn 17,5) e prometendo-lhe abençoar nele "todas as famílias da terra" (Gn 12,3). Os descendentes de Abraão serão os depositários das promessas divinas feitas aos patriarcas. Deus forma Israel corno seu povo de eleição, salvando-o da escravidão do Egito, conclui com ele a Aliança do Sinai e lhe dá, por meio de Moisés, a sua Lei. Os profetas anunciam uma radical redenção do povo e uma salvação que incluirá todas as nações numa Aliança nova e eterna. Do povo de Israel, da estirpe do rei Davi, nascerá o Messias: Jesus. 59-64 72

sábado, 13 de junho de 2009

Cabe à mãe de famílias dedicar-se à santificação dos seus

«Não contente com servir a sua família, a mãe deve dedicar-se à santificação dos seus. É o pedaço de terra que o Pai confiou aos seus incessantes cuidados, a fim de que o cultive na paciência, e o faça frutificar ao cêntuplo, pelo zelo puro e generoso de uma caridade ardente.
A missão divina da mãe de família é uma missão de fé, de virtude, de oração e de sofrimento.

1 - Missão de fé - A ela cabe, em primeiro lugar, falar aos seus filhos de Deus, da Bondade de Jesus Cristo; desenvolver o germe da Fé neles depositado pela Graça do Batismo, zelar-lhes pela inocência, e formá-los bem cedo na piedade cristã e no amor a Jesus Eucarístico.

À mãe cabe conservar e alimentar a Fé da família, afastando rigorosamente tudo o que for apto a escandalizar algum dos seus membros. A fé é o mais precioso tesouro do cristão, e é por meio de santas leituras, de piedosos entretenimentos, que ela fará frutificar estas virtudes nos seus.

2 - Missão de virtude - A mãe de família deve inspirar a virtude e torná-la amável a cada um dos seus. A sua própria virtude será simples e natural, a fim de que os seus filhos sejam naturalmente virtuosos; será doce e afável, como em Jesus e Maria, a fim de lhes conciliar todos os corações; será forte e desinteressada, a fim de se manter sempre igual nas provações e fiel a Deus nos sacrifícios.

Se o esposo que Deus lhe deu é antes um pecador a converter que um cristão a edificar, ela se dedicará com paciência e confiança a essa conversão.

3 - Missão de oração - É sobretudo pela oração que a mãe cristã santifica a sua família; pela oração, completa aquilo que a sua palavra e os seus exemplos esboçaram.

Deus nada recusa à oração constante de uma mãe — e nisso pôs a Sua força e a Sua vitória. A oração, por conseguinte, deve ser o alimento habitual da alma da mãe de família.

A mãe ensinará, muito cedo, os seus filhos a rezar. Tratará, na medida do possível, de fazê-los ela mesma cumprir cada dia esse dever piedoso. Habituá-los-á sobretudo à visita frequente ao Santíssimo Sacramento, levando-os à Igreja desde pequeninos.

4 - Missão de sofrimento - O título de mãe é fruto do sofrimento. Deus assim o quis. O de mãe espiritual se adquire somente no Calvário, ao lado de Maria, Mãe de todos os homens.

Para obter a salvação dos seus, a mãe de família deve, portanto, resignar-se a sofrer, e a sofrer a sós com Jesus e Maria. São, todavia, sofrimentos felizes, que geram almas para a vida da Graça. Filhos de Deus, e cidadãos para o Céu. Quanto maior o sofrimento, quanto mais isento de consolação natural, tanto mais deve a mãe regozijar-se na caridade divina, pois é sinal de que a hora da vitória se aproxima.

Ditosa a mãe que tem a ciência da Cruz e a virtude de Jesus Crucificado, porquanto terá toda a doçura e poder inerentes. Que ela se exerça sem cessar na prática do amor crucificado, que o peça incessantemente, como sendo a Graça mais segura e mais sublime da perfeição.»

(A Divina Eucaristia - volume X - Escritos e Sermões de São Pedro Julião Eymard, pág 139 e 140)

sexta-feira, 12 de junho de 2009

ORAÇÃO DOS NAMORADOS

GRANDE AMIGO SANTO ANTÔNIO, TU QUE ÉS O PROTETOR DOS NAMORADOS, OLHA PARA MIM, PARA A MINHA VIDA, PARA OS MEUS ANSEIOS. DEFENDE-ME DOS PERIGOS, AFASTA DE MIM OS FRACASSO, AS DESILUSÕES, OS DESENCANTOS. FAZE QUE EU SEJA REALISTA, CONFIANTE, DIGNO(A) E ALEGRE. QUE EU ENCONTRE UMA PESSOA QUE ME AGRADE, SEJA TRABALHADORA, VIRTUOSA E RESPONSÁVEL. QUE EU SAIBA CAMINHAR PARA O FUTURO E PARA A VIDA A DOIS COM AS DISPOSIÇÕES DE QUEM RECEBEU DE DEUS A VOCAÇÃO SAGRADA PARA FORMAR UMA FAMÍLIA. QUE MEU NAMORO SEJA FELIZ E MEU AMOR SEM MEDIDAS. QUE TODOS OS NAMORADOS BUSQUEM A MÚTUA COMPREENSÃO, A COMUNHÃO DE VIDA E O CRESCIMENTO NA FÉ. ASSIM SEJA.

O que é namorar?

Tempo de conhecer o outro
O namoro é dinâmico como a própria vida das pessoas. Hoje, a liberdade é enorme quando se fala desse assunto, o que, aliás, torna-se ocasião para muitos desvirtuamentos nessa área. Coisas que para a geração anterior era impensável, hoje tornou-se comum entre os jovens, como, por exemplo, viajar juntos sem os pais; dormirem na mesma casa, entre outros. Se por um lado essa liberação pode até facilitar a maturidade dos jovens namorados, não há como negar que é uma oportunidade imensa para que o relacionamento deles ultrapasse os limites de namorados e os precipite na vida sexual.
Lamentavelmente tornou-se comum entre os casais de namorados a vida sexual, inadequada nessa fase. O namoro, como já mostramos, é o tempo de conhecer o outro, escolher o parceiro com quem a vida será vivida até a morte, e é o tempo de crescimento a dois. Tudo isso será vivido por meio de um diálogo rico dos dois, pelo qual cada um vai se revelando ao outro, trocando as suas experiências e as suas riquezas interiores. Dessa forma, começa a construção recíproca de cada um, o que continuará após o casamento.

O namoro implica o reconhecimento do outro, a sua aceitação e a comunicação com ele. É diferente conhecer uma pessoa e conhecer um objeto. O objeto é frio, a pessoa é um “mistério”; não pode ser entendida só pela inteligência, pois a sua realidade interior é muito mais rica do que a ideia que fazemos dela pelas aparências. Você só poderá conhecer a pessoa pelo coração e pela revelação que ela faz de si mesma a você. No objeto vale a quantidade, o peso, o tamanho, a forma, o gosto; na pessoa vale a qualidade. O objeto é um problema a ser resolvido; a pessoa é mistério a ser revelado e compreendido. Saiba que você está diante de uma pessoa que é única (indivíduo), insubstituível, original, distinta de todos os outros... Alguém já disse que cada pessoa é “uma palavra de Deus que não se repete”. Não fomos feitos numa fôrma.

No namoro você terá de respeitar essa “individualidade” do outro, para não sufocá-lo. Muitas crises surgem porque ambos não se respeitam como pessoas e únicos. É por isso que as comparações e os padrões rígidos podem ser prejudiciais. Você não pode querer que a sua namorada seja igual àquela moça que você conhece e admira; o seu namorado não tem que ser igual ao seu pai... Cada um é um. A liberdade é uma condição essencial da pessoa. Sem liberdade não há pessoa.

É no encontro com o outro que a pessoa se realiza; e aqui está a beleza do namoro vivido corretamente. Ele leva você a abrir-se ao outro. A partir daí você deixa de ser criança e começa a tornar-se adulto; porque já não olha só para si mesmo. O namoro é esse tempo bonito de intercomunicação entre duas almas. Mas toda revelação implica num comprometimento de ambos e num engajamento de vidas. “Tu te tornas eternamente responsável por aquele que cativas”, disse o pequeno príncipe [na obra homônima “O Pequeno Príncipe”].

Você se torna responsável por aquele que se revela a você do mais íntimo do seu ser. Cuidado, portanto, para não “coisificar” a sua namorada. Às vezes, essa coisificação do outro se torna até meio inconsciente hoje. Ela acontece, por exemplo, quando o noivo proíbe a noiva de usar batom ou a proíbe de cortar os cabelos. O marido “coisifica” a esposa quando a obriga a ter uma relação sexual com ele, quando não lhe permite participar das “suas” decisões financeiras e quando a proíbe de ter alguma atividade na Igreja, entre outros. Da mesma forma, o namorado “coisifica” a namorada quando faz chantagens emocionais com ela para conseguir o que quer. Assim como a namorada “coisifica” o namorado quando o sufoca fazendo-o ficar o tempo todo do seu lado, sem que o rapaz possa fazer outros programas com os amigos...

Não faça do outro um objeto nem deixe que o relacionamento de vocês se torne uma “dominação do outro”; mas sim, um “encontro” entre ambos.
Namorar é dialogar! O diálogo é mais do que uma conversa; é um encontro de almas em busca do conhecimento e do crescimento mútuo. Sem um bom diálogo não há um namoro feliz e bonito. É pelo diálogo que o casal – seja de namorados ou cônjuges – aprende a se conhecer, ajuda-se mutuamente a corrigir suas falhas, vence as dificuldades, cultiva o amor, se aperfeiçoa e se une cada vez mais.

Os namorados que sabem dialogar sabem escolher bem a pessoa adequada, fazendo uma escolha com lucidez e conhecimento maduro. Para haver diálogo você precisa aprender a ouvir o outro; a ter paciência para entender o que ele quer dizer, e, só depois, concordar ou discordar. Seja paciente, não corte a palavra do outro antes que ele a complete. Lembre-se: diálogo não é discussão. É preferível “perder” uma discussão do que dominar o outro.

À medida que o tempo for passando, o diálogo amadurecendo e o namoro se firmando, então será necessário conversar sobre as coisas do futuro, para se saber quais as aspirações que cada um traz no coração, e se elas se coadunam mutuamente. Não se trata de ficar sonhando no vazio sobre o futuro, mas de começar a escolher e a preparar a vida que ambos vão viver e construir amanhã: a família, os filhos, entre outros projetos.

Nada de real se faz nesta vida sem um sonho, um projeto, um plano e uma construção. Se de um lado, sonhar no vazio é uma doce ilusão; por outro, refletir sobre o que se quer construir no futuro é uma necessidade. É assim que nasce um lar.



Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com Prof. Felipe Aquino, casado, 5 fihos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de Aprofundamentos no país e no exterior, já escreveu 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Trocando Idéias". Conheça mais em Blog do Professor Felipe Site do autor: www.cleofas.com.br

terça-feira, 9 de junho de 2009

Corpus Christi, Festa Eucarística

1. A Eucaristia nos enche de enlevo. É o sacramento mais suave para a devoção, o mais belo para a inteligência, o mais santo pelo que encerra. É maior dos milagres, mistério inefável da fé, tesouro que a Igreja recebe de seu Esposo como penhor de amor imenso. É
força para dominar as paixões e prevenir faltas graves; alimenta as virtudes, consola os aflitos, fortifica os fracos, educa os costumes, ensina a humildade e simplicidade. É vida da alma, saúde do espírito, vigor da vida, força da concórdia, “coração e centro da liturgia”. (Paulo VI)


2. Cada um de nós na Eucaristia é amado ao extremo, com um amor-entrega, amor ao exagero, amor sem medidas, amor imolado, que nos faz sensíveis aos sofrimentos, misérias e injustiças, nos faz misericordiosos.

3. Jesus eucarístico é o maior bem da Igreja, a melhor catequese, a saciedade das fomes do mundo inteiro. Ele que nos assimila. Somos uma só coisa com Ele, um só espírito (ICor 6,17). A todos os que comungam Jesus diz: sois ossos de meus ossos, carne de minha carne (Gn 2,23). Assim a carne do irmão não é nossa, é do Senhor. O outro é seu tabernáculo. Jesus poderia transformar pedras em pão, preferiu transformar o pão em seu corpo e Pedro em rocha. A Eucaristia prenuncia muitas transformações: a morte em ressurreição; o pão e o vinho no corpo e sangue do Senhor; a criação em novo céu e nova terra e enfim nossa transformação pessoal.

4. Na Eucaristia encontramos Jesus vivo, amigo, confidente, pois os amigos se freqüentam, dedicam tempo um ao outro. O sacrário é um pólo de atração e de irradiação pastoral. O Senhor ali está em ação, pois a Eucaristia é um sacramento dinâmico. É um mistério de presença onde Jesus nos espera e nos procura. Ele está presente mas nós muitas vezes estamos distantes. “Se quereis receber poucas graças fazer poucas visitas a Jesus sacramentado, se ao contrário, quereis muitas graças muitas graças fazei muitas visitas” (Dom Bosco).

5. Sem Eucaristia sofremos fome e solidão. Quanto mais eucarísticos, melhores seremos, mais humanos e mais cristificados. Nada mais suave, nem mais eficaz que a Eucaristia para nos conduzir à santidade (João Paulo II). Aquele que céu não pode conter, é nosso inquilino, nosso vizinho, nosso prisioneiro no sacrário, e a mais bela catedral é o coração humano. A procissão de Corpus Christi recorda o êxodo, a saída para a terra prometida, a marcha da liberdade, a peregrinação em direção ao próximo, a caminhada para a missão, a viagem definitiva para a Casa do Pai. A Igreja é o “caminho” (Atos 9,2). O Sacramento do altar nos faz Igreja pé na estrada, Igreja que vai ao povo. Jesus é o companheiro de nossas estradas.

6. A Eucaristia é tesouro espiritual da Igreja, plena manifestação do amor, vida da Igreja, mistério de luz, fonte inesgotável de santidade, mistério de misericórdia e do amor sem limites, remédio de imortalidade, um pedaço do céu na terra, um raio de glória. Nela se dá a transformação do mundo, porque é o sacramento supremo da paz e da unidade, é um tesouro demasiado grande e precioso. Isso gera um grande enlevo. Sua celebração não permite reduções nem instrumentalizações. É estimulo na peregrinação e na dedicação diária ao trabalho, à família, aos irmãos. Sendo a celebração do lava pés, não pode ser celebrada num contexto de discórdia e de indiferença pelos pobres. Tal celebração seria indigna. A adoração e visita ao Santíssimo Sacramento deve ser estimulada. É bom demorar-se com o Senhor, dedicar tempo ao Amigo, inclinar-se sobre seu peito, deixar-se tocar pelo amor infinito do seu coração. Adoração é atitude de amor. É a primeira das devoções, a mais agradável a Deus e a mais útil para nós. (João Paulo II).


Dom Orlando Brandes Bispo de Londrina - PR

segunda-feira, 8 de junho de 2009

GOTAS DE FÉ CATÓLICA


Estarei postando diariamente ou quando possível alguns parágrafos do Compêndio do Catecismo da Igreja Católica. Essa postagem terá o título de Gostas de Fé Católica. Bom proveito! Paz e Bem!

GOTAS DE FÉ CATÓLICA

l. Qual é o desígnio de Deus para o homem?
Deus, infinitamente perfeito e bem-aventurado em si mesmo, por um desígnio de pura bondade, criou livremente o homem para fazê-lo participar da sua vida bem-aventurada. Na plenitude dos tempos, Deus Pai enviou seu Filho como redentor e salvador dos homens caídos no pecado, convocando-os para sua Igreja e tornando-os filhos adotivos por obra do Espírito Santo e herdeiros da sua eterna bemaventurança. 1-25

2. Por que há no homem o desejo de Deus?
O próprio Deus, ao criar o homem à própria imagem, inscreveu no coração dele o desejo de o ver. Ainda que esse desejo seja com frequência ignorado, Deus não cessa de atrair o homem a si, para que viva e encontre nele aquela plenitude de verdade e de felicidade que procura sem descanso. Por natureza e por vocação, o homem é, portanto, um ser religioso, capaz de entrar em comunhão com Deus. Essa íntima e vital ligação com Deus confere ao homem a sua fundamental dignidade. 27-50 44-45

3. Como se pode conhecer a Deus apenas com a luz da razão?
Partindo da criação, ou seja, do mundo e da pessoa humana, o homem pode, simplesmente com a razão, conhecer com certeza a Deus como origem e fim do universo e como sumo bem, verdade e beleza infinita. 51-36 46-47.

Compêndio do Catecismo da Igreja Católica

Busque seu companheiro no lugar certo!


“O Senhor Deus disse: 'Não é bom para o homem ficar sozinho. Quero fazer para ele uma ajuda que lhe seja adequada'” (Gênesis 2, 18).


A palavra “homem” não se refere aqui apenas ao másculo, mas sim, ao homem como criatura humana. Portanto, não é bom para o homem nem para a mulher ficar só. Deus não quis a solidão. A ajuda adequada para a purificação do homem é a mulher e para a purificação da mulher a ajuda necessária é o homem.


A primeira mulher pecou: foi Eva. Porém, a mulher que Deus quer para você homem é uma Maria. É preciso, então, empenhar-se em procurá-la: não se agarre à primeira que aparecer! Existem muitas que querem viver a pureza e a santidade no casamento. São as mulheres da maneira que Deus criou. São como as santas mulheres da Bíblia: Sara, Ester, Judite...e como as mulheres santas que temos na Igreja: Teresa, Clara de Assis, Teresinha, Maria Gorete, Rita de Cássia...


É uma grande tolice pensar que mulheres assim não existem mais. O desafio é buscá-las no lugar certo, porque as procurar em boates e em ambientes promíscuos jamais vai encontrá-las. Porém, há uma mulher santa para cada rapaz que quiser ser santo. E quando você encontrá-la seja sério! Respeite-a profundamente e jamais queira testá-la segundo os moldes do mundo. Seria uma irresponsabilidade! Ela também está nesse processo de purificação buscando a santidade. Este “querer experimentar” é porta aberta para a tentação, e aí você nunca vai encontrar nenhuma Maria!


Seria como ir a uma loja de sapatos, escolher um par, experimentar e sair andando pelas ruas. Depois de usar e estragar, retornar à loja querendo trocar por um novo. Quem vai querer o calçado que já foi usado?


Somos como os peixes na piracema, se não lutarmos e nos deixarmos levar pela correnteza, morreremos! Não ceda! Precisamos povoar céus novos e terras novas com homens e mulheres novos. Se você destruiu sua vida, Deus pode refazê-la. Basta você permitir.


Seu irmão,Monsenhor Jonas Abib