No programa Palavras de Fé, Professor Felipe Aquino fala respeito da Segunda Vinda de Cristo, e explica sobre a Mulher do Apocalipse.
sexta-feira, 29 de maio de 2009
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Não é pela espada que o Senhor nos concede a vitória!
Os filisteus haviam escolhido Golias para lutar por eles, pois era um homem extremamente forte, hábil na luta e gigantesco. Os judeus “tremeram na base”, Golias debochava deles dizendo: “Quando é que o Deus de vocês vai arrumar um homem que vença a nós, filisteus? Nós venceremos vocês e o seu Deus; levaremos todos como escravos” (I Samuel, 17, 8-9).Davi escutou aquele insulto ao seu Deus e não aguentou. Foi diante do rei Saul e disse: “Eu vou combater o 'gigante' Golias” (I Samuel 17, 37).O rei ficou até com pena, pois Davi era apenas um menino. Era algo aparentemente impossível! Por outro lado, viu tanta determinação naquele jovem que não conseguiu impedi-lo. Deu-lhe, então, todas as suas armas de guerra: sua couraça, seu cinturão, sua espada... O jovem destemido tentou se vestir, mas viu que até a espada do rei era maior do que ele. Por isso, devolveu tudo e encaminhou-se corajosamente para o gigante Golias dizendo: “Tu vens contra mim armado de espada, lança e dardo; eu, porém, venho a ti armado com o nome do Senhor de todo poder, o Deus das fileiras de Israel, que desafiaste. Hoje mesmo, o Senhor te entregará em minhas mãos, eu te ferirei e te deceparei a cabeça. Hoje mesmo, eu darei os cadávares do exército filisteu às aves do céu e aos animais da terra. E toda a terra saberá que há um Deus para Israel. E toda esta assembleia saberá: não é pela espada, nem pela lança que o Senhor concede a vitória, mas a guerra pertence ao Senhor, e Ele vos entregará em nossas mãos” (I Samuel 17, 45-47). Dito isso, Davi vai ao rio e pega cinco pedrinhas. Depois tomou uma das cinco, colocou na sua funda, girou sobre a cabeça e arremessou. Foi certeiro! Aquela única pedra pegou no centro da testa do gigante, que caiu de rosto em terra.Davi deu a vitória ao povo de Deus! Concluímos: todos nós, homens e mulheres, não passamos de meninos como esse valente homem de Deus [Davi]. Temos também um inimigo poderoso: este mundo que está ao nosso derredor, o qual, talvez, você tenha o costume de chamar de “mundão”. Este mundo que usa dos meios de comunicação: televisão, jornais, revistas, músicas, cantores e muitas outras coisas para destruir e escravizar o povo de Deus.Nossa Senhora, a Mãe de Jesus, a vitoriosa das batalhas de Deus, hoje, está dando a você essas cinco pedrinhas. Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!
Seu irmão, Monsenhor Jonas Abib
terça-feira, 26 de maio de 2009
OS NÚMEROS DA SORTE
Entre as anedotas sobre a vida dos santos sempre tem algumas bem amenas. É o caso da vida de São João Bosco, fundador dos Salesianos e grande educador da juventude.Em suas Memórias Biográficas se lê, em um dia de 1862, que dois homens foram ter com ele e lhe pediram os números certos para jogar na loteria. Estavam convencidos de que o Santo lhes daria os números da sorte grande. Dom Bosco, com muitos argumentos, tentou convencê-los a desistir do jogo, mas os dois não saíam do seu pé. Queriam porque queriam os números vencedores. Finalmente, o Santo disse para jogarem os números: 5, 10 e 14. Os dois, satisfeitos, estavam para ir embora, quando Dom Bosco exigiu que escutassem sua explicação.
- Não precisamos de nenhuma explicação - disseram. Mas o Santo respondeu que sem explicação não iriam acertar. Os dois, então, ficaram escutando.
- Bom, disse Dom Bosco, 5 são os mandamentos da Igreja, 10 são os mandamentos de Deus e 14 são as Obras de Misericórdia Espirituais e Corporais; se jogarem esses números vocês ganharão um tesourou infinito.
Naturalmente não sabemos o resultado daquele sorteio, se os dois acertaram ou não. Dom Bosco procurou somente mostrar-lhes que para ganhar o tesouro infinito do amor de Deus não precisavam jogar na loteria, nem de sorte alguma. A única coisa necessária era obedecer à lei do próprio Deus e praticar o bem.
Ainda hoje a fila dos que apostam nas loterias é muito grande. Em tempo de crise, tentar a sorte parece uma saída. De fato, porém, pouquíssimos são beijados pelo destino. Os outros ficam esperando e imaginando. Até por ocasião dos nossos modestos bingos paroquiais tem pessoas dizendo abertamente o que irão fazer com o prêmio, no caso de ganharem. "Se eu ganhar..." - é a frase que mais se escuta.
Também a primeira pergunta que é feita ao vencedor de algum prêmio é sempre sobre o que irá fazer com tanto dinheiro. Nesse campo a nossa imaginação é imensa, vai longe. Mal fizemos a aposta, ou compramos a cartela do bingo, já começamos a pensar como investir o lucro. Já estamos decidindo o que comprar e como multiplicar o que ainda não é nosso. O grande sonho de todos, ou quase, é ficar ricos, muito ricos. Quantos palpites, emoções, promessas, decepções e mentiras experimentamos sempre insatisfeitos, sempre buscando mais. Tentando de novo no mesmo caminho.Jesus, no Evangelho deste domingo, fala de produzir muitos frutos. Numa sociedade agrícola uma boa colheita era sinal de fartura e riqueza. Poderíamos ser tentados a pensar que até Jesus prometeu e incentivou a multiplicação dos bens materiais. Poderia parecer que o estar unidos a ele, como os ramos ao tronco da videira, garantiria a sorte grande, frutos e mais frutos. É verdade, mas não no sentido das riquezas deste mundo. Jesus falava de outros frutos que, pelo visto, estamos esquecendo-nos de multiplicar.
Estamos deixando de multiplicar os frutos da bondade. Esses ficam por últimos. Somente se sobrar tempo e dinheiro. Primeiro as nossas necessidades e os nossos caprichos - em geral nunca satisfeitos - depois a caridade. Numa sociedade agrícola, talvez fosse mais fácil partilhar o arroz, a farinha, o feijão, os frutos da terra, da caça e da pesca. Hoje, a maioria vive do salário que desaparece rápido no supermercado e nas várias prestações que devem ser pagas. Será que ficou tão difícil assim a solidariedade? Pode ser.
A questão, porém, é deixar de pensar sempre em termos de dinheiro. Podemos multiplicar a amizade e a alegre convivência, visitando amigos e inimigos. Podemos nos solidarizar na luta pelos direitos nossos e dos outros. Podemos aprender a consolar quem sofre. Todos nós podemos cumprir melhor as obrigações do nosso trabalho,emprego ou mandato. Também uma boa educação, a gentileza e os bons tratos são frutos que sempre se multiplicam.
Está na hora de arriscar na loteria da vida os números de Dom Bosco. Os números do bem. Seremos todos os grandes ganhadores, porque o resto nos será dado por acréscimo.
Dom Pedro José Conti
Bispo de Macapá/AP
A questão, porém, é deixar de pensar sempre em termos de dinheiro. Podemos multiplicar a amizade e a alegre convivência, visitando amigos e inimigos. Podemos nos solidarizar na luta pelos direitos nossos e dos outros. Podemos aprender a consolar quem sofre. Todos nós podemos cumprir melhor as obrigações do nosso trabalho,emprego ou mandato. Também uma boa educação, a gentileza e os bons tratos são frutos que sempre se multiplicam.
Está na hora de arriscar na loteria da vida os números de Dom Bosco. Os números do bem. Seremos todos os grandes ganhadores, porque o resto nos será dado por acréscimo.
Dom Pedro José Conti
Bispo de Macapá/AP
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Campanha Ficha Limpa - Participe!!

Arquidiocese de Brasília promove coleta de assinaturas para a Campanha Ficha Limpa
A Arquidiocese de Brasília, com o intuito de dar impulso à Campanha Ficha Limpa, promoverá uma coleta de assinaturas na Rodoviária do Plano Piloto, em Brasília. O mutirão acontece de 25 a 31 de maio, das 16h às 19h. Na segunda-feira (25/05) também haverá coleta em um horário diferenciado, das 12h às 13h.
De acordo com a Arquidiocese de Brasília, será montado um palco no local onde serão repassadas informações sobre o Projeto de Lei de Iniciativa Popular sobre a Vida Pregressa dos Candidatos. Além dos pontos fixos de coleta de assinaturas, voluntários circularão pelo local convidando todos que passarem pela Rodoviária a assinar o PL.
A coleta na Rodoviária faz parte de uma ação de apoio da Arquidiocese de Brasília à Campanha Ficha Limpa, do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE). No fim de semana passado, cerca de 60 mil formulários para assinaturas foram distribuídos em paróquias de regiões administrativas do Distrito Federal, como Taguatinga e Ceilândia. Os fiéis deverão devolver os formulários assinados no próximo fim de semana. Ao todo, 60 paróquias participam da Campanha.
Fonte: Assessoria de Comunicação SE-MCCE.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Christopher West - Teologia do Corpo
Com muita alegria legendei e coloquei no You Tube um vídeo com um trecho de uma palestra do Christopher West, conhecido propagador da Teologia do Corpo.
O vídeo responde à primeira pergunta que pode surgir quando falamos de Teologia do Corpo: se a Teologia é o estudo de Deus, como o corpo pode ser uma Teologia?
A Teologia do Corpo é a reunião de 129 catequeses que o Papa João Paulo II fez, entre 1979 e 1984. Ela está começando a ser mais conhecida agora, e está mudando vidas e fazendo surgir uma verdadeira "nova revolução sexual".
Segundo George Weigel, biógrafo de João Paulo II, a Teologia do Corpo é "uma bomba-relógio teológica, programada para detonar com dramáticas consequências, talvez no século XXI".
Fonte: http://vidaecastidade.blogspot.com
O vídeo responde à primeira pergunta que pode surgir quando falamos de Teologia do Corpo: se a Teologia é o estudo de Deus, como o corpo pode ser uma Teologia?
A Teologia do Corpo é a reunião de 129 catequeses que o Papa João Paulo II fez, entre 1979 e 1984. Ela está começando a ser mais conhecida agora, e está mudando vidas e fazendo surgir uma verdadeira "nova revolução sexual".
Segundo George Weigel, biógrafo de João Paulo II, a Teologia do Corpo é "uma bomba-relógio teológica, programada para detonar com dramáticas consequências, talvez no século XXI".
Fonte: http://vidaecastidade.blogspot.com
Padre é preso por protestar contra aborto nos EUA: Veja o vídeo!
Recentemente o tão falado Barack Obama - Primeiro Presidente Negro dos EUA - defensor de valores anticristãos como o aborto, o casamento homossexual e outros, foi convidado por uma Universidade Católica - Universidade de Notre Dame para fazer o discurso de abertura do ano letivo da mesma. Como era de se esperar, houveram aplausos e também protestos pacíficos… Pacíficos? Esse vídeo mostra um sacerdote católico sendo preso e arrastado por fazer seu protesto. O que ele fez? Simplesmente rezou e cantou. Veja o vídeo e analise por si só.
Falando no assunto, vale a pena reforçar o convite: Dia 23 de maio - às 19h00, a TV Canção Nova vai exibir um programa especial chamado “Em Defesa da Vida”. Assista e veja o que a Igreja ensina sobre o assunto!
Fonte: http://blog.cancaonova.com/dominusvobiscum
Falando no assunto, vale a pena reforçar o convite: Dia 23 de maio - às 19h00, a TV Canção Nova vai exibir um programa especial chamado “Em Defesa da Vida”. Assista e veja o que a Igreja ensina sobre o assunto!
Fonte: http://blog.cancaonova.com/dominusvobiscum
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Nosso Tesouro

Se quisermos ter a vida em nós mesmos, vida plena e a vida eterna, se queremos ressuscitar com Jesus no último dia. Precisamos da Eucaristia: comungar freqüentemente e adorar Jesus no Santíssimo Sacramento, para vencer com Jesus e ressuscitar no último dia.
Participando vivamente do sacrifício da missa, onde Jesus renova para nós o mesmo sacrifício do calvário e comungando Seu corpo e sangue, teremos a vida eterna e a certeza de que Ele nos ressuscitará no último dia.
Em cada missa Jesus nos faz esse convite: "Eis que estou à porta, e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele comigo".
É por isso que nossa participação na celebração eucarística, precisa ser profunda e fervorosa, pois é o próprio Jesus que se dá nessa ceia.
Nesse mesmo trecho do Apocalipse, o Senhor nos diz: "Quanto a mim, repreendo e corrijo todos a quem amo. Sê, pois, fervoroso e arrepende-te!".
Cremos, que em cada missa, Jesus renova o Seu sacrifício aquele mesmo sacrifício realizado por nós no calvário. Mas, infelizmente, a nossa fé não tem sido traduzida em atos.
A ordem de Deus, através da Palavra, é "se pois, fervoroso e arrepende-te". Temos sido muito relaxados. Muitas pessoas vão à missa mas não participam, não se colocam inteiramente na celebração, estão somente de corpo presente, vão só por obrigação.
Nossa mentalidade precisa ser mudada! Em cada missa o Senhor quer cear e ter um contato íntimo, conosco. A missa é um banquete íntimo, onde Jesus põe sobre a mesa o Seu próprio corpo e Seu próprio sangue. É mais do que um banquete, é um sacrifício.
"A missa é ao mesmo tempo e inseparavelmente o memorial sacrifical no qual se perpetua o sacrifício da cruz, e o banquete sagrado da comunhão no Corpo e no Sangue do Senhor. Mas a celebração do Sacrifício Eucarístico está toda orientada para a união íntima dos fiéis com Cristo pela comunhão. Comungar é receber o próprio Cristo que se ofereceu por nós" (Catecismo da Igreja Católica n.1382).
Jesus renova o Seu sacrifício para nós pessoalmente, para nós como família, e para nós como Igreja. Temos o privilégio de receber Jesus na Eucaristia. Precisamos valorizar esse tesouro.
Os primeiros cristãos celebravam a Eucaristia até mesmo nos tempos difíceis de perseguição. Faziam isso de forma clandestina, às escondidas. A Eucaristia era levada também àqueles que não podiam estar na celebração, porque estavam longe e não tinham como chegar, ou estavam na prisão esperando o martírio.
Hoje temos muitos Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística, que levam Jesus aos hospitais e asilos, para as pessoas que estão impossibilitadas de sair de casa: Jesus quer chegar a todos sem exceção.
São Tarcísio, mártir da Igreja por volta do ano 258, morreu ao tentar levar a Sagrada Comunhão aos cristãos condenados à morte, pela perseguição de Valeriano, imperador de Roma.
Nas prisões, à espera do martírio, eles desejavam ardentemente poder fortalecer-se com Jesus Eucarístico. Esta forma de ministrar a Eucaristia era chamado viático, isto é, "conforto na viagem para a eternidade". O difícil era entrar nas cadeias, para levá-lo.
"Na véspera de numerosas execuções de mártires, o Papa Sisto II, não sabia como levar o Pão dos Fortes a eles. Foi então, que o acólito Tarcísio, com doze anos de idade, ofereceu-se para essa piedosa tarefa. Não faltaram objeções sobre sua idade, mas Tarcísio se dizia preparado e afirmava que, pela sua pouca idade, passaria desapercebido, como um parente próximo das vítimas. Ele ainda dizia: ‘Antes morrer que entregar as Sagradas Hóstias aos pagãos’.
Eucaristia: nosso tesouro
Pe. Jonas Abib lança livro sobre Eucaristia.
A Infabilidade Ativa do Papa
A Infalibilidade Ativa do Papa
Frei Boaventura Kloppenburg, O.F.MBispo emérito de Novo Hamburgo
CHAMADA: O Papa é infalível quando tem a intenção de ensinar definitivamente sobre questões de fé e de moral.
Oferecer aos fiéis o que devemos crer, faz parte do ministério sacerdotal cristão, que inclui o ofício de ensinar o Evangelho. A infalibilidade do sucessor de Pedro é simplesmente um caso particular do Magistério da Igreja inteira no seu exercício do dever de ensinar. Pois não só o Papa, diz a Lumen Gentium 25b, mas também o conjunto dos Bispos ensina infalivelmente a doutrina cristã, sempre e quando, mesmo dispersos pelo mundo, mantendo no entanto a comunhão entre si e com o Papa, ensina com a autoridade de Jesus Cristo sobre assuntos de fé e moral, e concordando numa sentença a ser mantida de modo definitivo.
Com este mesmo objetivo de garantir a certeza do ato de fé dos fiéis, o Concílio Vaticano I ensinou na Constituição “Pastor Aeternus”, no dia 18 de julho de 1870, a infalibilidade ativa do Papa. Não se afirma simplesmente que “o Papa é infalível”, mas que ele “goza daquela infalibilidade com a qual Cristo quis munir a sua Igreja”; e isso unicamente quando fala “ex cathedra”, isto é, quando se realizam rigorosa e simultaneamente as seguintes condições:
1. É necessário que o Papa queira desempenhar seu ministério de “pastor e doutor”. Não basta que converse em particular, ou fale com grupos, ou faça discurso num congresso, mesmo dando opinião sobre questões de fé e moral.
2. Ele deve ter a consciência que está se manifestando na qualidade de pastor e doutor “de todos os cristãos”.
3. É ainda indispensável que tenha a intenção de “definir”, quer dizer, expor com precisão, manifestar com exatidão, dar a conhecer de maneira exata.
4. É essencial que tenha o propósito de definir “com sua suprema autoridade”.
5. E este seu direito ou dever de ensinar deve ser “apostólico”.
6. A doutrina que desta maneira é proposta deve referir-se à fé ou aos costumes ou à moral (não à história, à psicologia, à economia, à política ou a outra ciência humana qualquer). Terá exatamente a mesma extensão do depósito da revelação divina, a ser santamente guardado e fielmente exposto. Portanto deve ser uma doutrina de fé ou moral nascida da revelação positiva pública e não de alguma revelação particular ou privada.
7. O Papa deve ter a intenção de propor a doutrina “para toda a Igreja”. Num documento, mesmo claramente doutrinário, dirigido a uma nação ou continente ou, por exemplo, a um Rito Oriental, não seria definição solene ou "ex cathedra", nem irreformável.
O autor é doutor em teologia e bispo emérito de Novo Hamburgo
Fonte: Site da Mitra da Diocese de Novo Hamburgo, Artigos de Frei Boaventura:http://www.mitranh.org.br/site/index.php?option=com_content&task=view&id=577&Itemid=38
Frei Boaventura Kloppenburg, O.F.MBispo emérito de Novo Hamburgo
CHAMADA: O Papa é infalível quando tem a intenção de ensinar definitivamente sobre questões de fé e de moral.
Oferecer aos fiéis o que devemos crer, faz parte do ministério sacerdotal cristão, que inclui o ofício de ensinar o Evangelho. A infalibilidade do sucessor de Pedro é simplesmente um caso particular do Magistério da Igreja inteira no seu exercício do dever de ensinar. Pois não só o Papa, diz a Lumen Gentium 25b, mas também o conjunto dos Bispos ensina infalivelmente a doutrina cristã, sempre e quando, mesmo dispersos pelo mundo, mantendo no entanto a comunhão entre si e com o Papa, ensina com a autoridade de Jesus Cristo sobre assuntos de fé e moral, e concordando numa sentença a ser mantida de modo definitivo.
Com este mesmo objetivo de garantir a certeza do ato de fé dos fiéis, o Concílio Vaticano I ensinou na Constituição “Pastor Aeternus”, no dia 18 de julho de 1870, a infalibilidade ativa do Papa. Não se afirma simplesmente que “o Papa é infalível”, mas que ele “goza daquela infalibilidade com a qual Cristo quis munir a sua Igreja”; e isso unicamente quando fala “ex cathedra”, isto é, quando se realizam rigorosa e simultaneamente as seguintes condições:
1. É necessário que o Papa queira desempenhar seu ministério de “pastor e doutor”. Não basta que converse em particular, ou fale com grupos, ou faça discurso num congresso, mesmo dando opinião sobre questões de fé e moral.
2. Ele deve ter a consciência que está se manifestando na qualidade de pastor e doutor “de todos os cristãos”.
3. É ainda indispensável que tenha a intenção de “definir”, quer dizer, expor com precisão, manifestar com exatidão, dar a conhecer de maneira exata.
4. É essencial que tenha o propósito de definir “com sua suprema autoridade”.
5. E este seu direito ou dever de ensinar deve ser “apostólico”.
6. A doutrina que desta maneira é proposta deve referir-se à fé ou aos costumes ou à moral (não à história, à psicologia, à economia, à política ou a outra ciência humana qualquer). Terá exatamente a mesma extensão do depósito da revelação divina, a ser santamente guardado e fielmente exposto. Portanto deve ser uma doutrina de fé ou moral nascida da revelação positiva pública e não de alguma revelação particular ou privada.
7. O Papa deve ter a intenção de propor a doutrina “para toda a Igreja”. Num documento, mesmo claramente doutrinário, dirigido a uma nação ou continente ou, por exemplo, a um Rito Oriental, não seria definição solene ou "ex cathedra", nem irreformável.
O autor é doutor em teologia e bispo emérito de Novo Hamburgo
Fonte: Site da Mitra da Diocese de Novo Hamburgo, Artigos de Frei Boaventura:http://www.mitranh.org.br/site/index.php?option=com_content&task=view&id=577&Itemid=38
Papa pede que jovens testemunhem sua fé através do mundo digital
Nesta quarta-feira, 20, em sua catequese semanal, o Papa Bento XVI falou sobre a recente viagem apostólica à Terra Santa, uma peregrinação às origens de nossa fé e que contemplou a visita pastoral às comunidades cristãs que viram o nascimento, a morte e a ressurreição de jesus Cristo. O Pontífice agradeceu às autoridades civis, ao Patriarca Latino, aos bispos da Igreja local, aos frades franciscanos da Custódia da Terra Santa e todos aqueles que contribuíram para a viagem. Ao enfatizar ter ido como "peregrino da paz", Bento XVI disse que quis lembrar os judeus, cristãos e muçulmanos do nosso compromisso como fiéis em um único Deus, na promoção do respeito, da reconciliação e da cooperação, a serviço da paz". Apesar das vicissitudes que marcaram os lugares santos por tantos séculos, apesar das guerras, das destruições e, infelizmente, dos conflitos entre cristãos, a Igreja continuou com sua missão, animada pelo Espírito do Senhor Ressuscitado. Ela caminha rumo à plena unidade, para que o mundo acredite no amor de Deus e sinta o prazer de sua paz”. Após ilustrar as etapas mais significativas de seu itinerário, o Papa pediu a todos os peregrinos que se unam a ele na oração pelas necessidades da Igreja no Oriente Médio e pelo dom da paz para toda a região.
Novas tecnologias Como todas as quartas-feiras, o Papa saudou os fiéis em várias línguas e dirigiu um breve apelo, em inglês, em vista do Dia Mundial das Comunicações Sociais, que vai acontecer no próximo domingo, 24, dia em que celebramos a Ascensão do Senhor. O Santo Padre recordou que, em sua mensagem deste ano, convidou todos os que fazem uso das novas tecnologias da comunicação, especialmente os jovens, a utilizá-los de uma forma positiva e reconhecer o grande potencial desses meios em criar laços de amizade e solidariedade, o que pode contribuir para um mundo melhor.As novas tecnologias – disse Bento XVI – trouxeram mudanças fundamentais na forma de divulgação de notícias e informações e no modo em que as pessoas comunicam e se relacionam.“Gostaria de exortar todos aqueles que acessam o ciberespaço a estarem atentos em manter e promover uma cultura de respeito, de diálogo e de autêntica amizade, na qual os valores da verdade, da harmonia e do entendimento podem florescer”.De modo especial, o Pontífice apelou aos jovens, a fim de que testemunhem a sua fé através do mundo digital e empreguem essas novas tecnologias para difundir o Evangelho. “Assim, a Boa Nova do amor infinito de Deus por todas as pessoas poderá ressoar em novas formas, neste nosso mundo sempre mais tecnológico!”, completou o Papa.
Mensagem aos fiéis de língua portuguesaEm português, Bento XVI proferiu as seguintes palavras: "Com gratidão e amizade, saúdo os diversos grupos do Brasil, o grupo de Terroso, no norte de Portugal, e demais peregrinos de língua portuguesa, que vieram encontrar o Sucessor de Pedro, poucos dias depois de ter terminado a sua peregrinação à Terra Santa. Lá, onde o Verbo divino Se fez carne no seio da Virgem Maria, jorra uma fonte inesgotável de esperança e alegria que não cessa de animar o coração da Igreja, peregrina na história. Penhor de tal esperança e alegria, nos vossos corações de peregrinos, seja a bênção que vos dou extensiva às vossas famílias e comunidades eclesiais".
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